HPM fala na Câmara sobre a situação do hospital
A diretoria do Hospital Psiquiátrico de Maringá (HPM) usou a tribuna na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (25). A unidade está fechada há mais de três meses, depois de ser interditada após relatório da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
O vice-presidente do HPM, Maurício Parisoto, falou aos vereadores sobre a importância do hospital e a necessidade de leitos SUS para famílias da região que precisam de atendimento especializado multiprofissional e que o funcionamento da unidade garante o emprego de mais de 100 pessoas.
Os vereadores vão tentar intermediar um contato entre o HPM, Prefeitura e Ministério Público sobre a reabertura do hospital. Foi o que explicou o presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP).
O Hospital Psiquiátrico de Maringá está fechado desde julho, após um relatório da Secretaria de Estado da Saúde apontar irregularidades na estrutura e efetivo do local. Desde então, a administração tenta a reabertura da unidade, inclusive judicialmente.
De acordo com a administração, o hospital tem condições de receber pacientes em uma das alas, com 54 leitos e o que falta é a inspeção da Vigilância Sanitária do Município. O HPM tem um total de 252 leitos.
Procurada pela CBN, a Prefeitura de Maringá se manifestou por meio de nota. Leia na íntegra:
“A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, informa que o Hospital Psiquiátrico está sob interdição definitiva pelo não cumprimento da legislação sanitária. A pena de interdição e multa foram aplicadas no dia 11 deste mês. O processo, que aponta problemas na estrutura física e ausência de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) - que se refere diretamente ao atendimento aos pacientes no hospital -, foi disponibilizado à direção do estabelecimento para conhecimento. O hospital recorreu à Justiça em setembro, solicitando a reabertura da unidade, mas o pedido foi negado.”
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