Maringá registra queda nas gestações na adolescência; veja os dados
Foto: Albari Rosa/AEN

Saúde

Maringá registra queda nas gestações na adolescência; veja os dados

Saúde por Camila Maciel/ GMC Online em 05/02/2026 - 17:20

Maringá registrou queda no número de gestações na adolescência em 2025 na comparação com o ano anterior. Segundo dados da 15ª Regional de Saúde, o total de nascidos vivos de mães entre 12 e 18 anos no município caiu de 141 em 2024 para 105 em 2025, uma redução de 25%.

Os números consideram apenas os nascidos vivos e representam 3,1% do total de nascimentos em 2024 e 2,3% em 2025. A redução também foi observada no conjunto dos 30 municípios da região de Maringá que integram a 15ª Regional de Saúde. Nesse recorte, a queda foi de 15%, passando de 457 nascimentos em 2024 para 387 em 2025 entre mães adolescentes.

Paraná é vice-líder nacional na redução
Entre 2024 e 2025, o Brasil registrou uma redução de 17,5% nas gestações entre jovens de 10 a 19 anos. O estado com maior queda foi o Piauí, com redução de 21,9%. O Paraná aparece como o segundo estado com maior diminuição da gravidez na adolescência, superando a média nacional, com queda de 20,73% no período.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro.

De acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), o Brasil registrou 176.356 nascidos vivos de mães adolescentes em 2025. No Paraná, foram 8.095 registros.

Destaques no Paraná
Alguns municípios paranaenses se destacaram por zerar o indicador de gestações na adolescência em 2025, entre eles Cruzeiro do Iguaçu, Iguatu, Ivatuba, Munhoz de Melo e São Jorge do Ivaí.

Outro destaque é Cruzeiro do Oeste, na região de Umuarama, que apresentou uma queda expressiva ao reduzir o índice de 20% em 2024 para 0% em 2025.

Ações de prevenção
Com adesão de 100% dos 399 municípios paranaenses no ciclo 2025/2026, o Programa Saúde na Escola (PSE) tem ampliado o acesso à informação sobre saúde sexual e reprodutiva no ambiente escolar. A iniciativa alcança 5.150 escolas públicas e mais de 1,1 milhão de estudantes em todo o estado.

Entre as seis temáticas obrigatórias do programa, a saúde sexual e reprodutiva é considerada prioritária para a redução de vulnerabilidades e o fortalecimento do autocuidado entre adolescentes.

O Paraná também tem avançado na oferta de métodos contraceptivos de longa duração (LARC). Um dos principais marcos é a implementação do implante subdérmico de etonogestrel, destinado a adolescentes e mulheres em idade fértil.

Para viabilizar a estratégia, a Sesa capacitou 150 profissionais, entre eles 80 médicos e enfermeiros, fortalecendo a capacidade técnica e a resolutividade das equipes municipais.

Acesse GMC Online.

Respeitamos sua privacidade

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência. Conheça nossa Política de Privacidade