Com reagentes emprestados, Lepac começa a fazer testes moleculares para Maringá
Foto: Arquivo/UEM

Coronavírus

Com reagentes emprestados, Lepac começa a fazer testes moleculares para Maringá

Saúde por Luciana Peña em 24/06/2020 - 10:16

O Laboratório de Análises Clínicas da UEM está começando nesta quarta-feira (24) a analisar amostras de casos suspeitos de coronavírus de pacientes de Maringá. Mas estes testes não fazem parte do pacote de 2 mil exames contratados pela prefeitura por meio de um convênio há mais de dois meses.

O Lepac, Laboratório de Ensino, Pesquisa e Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá foi credenciado, no começo do mês, pelo Lacen, Laboratório Central do Estado, para testes moleculares do novo coronavírus.

Desde então, municípios da 15ª Regional de Saúde estão enviando amostras para os exames. O laboratório precisou organizar uma rotina, com escala de trabalho e treinamento da metodologia, para atender a demanda, que está crescente.

Mas o mais difícil foi conseguir reagentes para os testes. A UEM precisou comprar o material e alguns reagentes ainda não chegaram. A saída foi emprestar do Hospital Universitário de Londrina, explica o professor Dennis Bertolini, coordenador do laboratório de virologia do Lepac. [ouça no áudio acima]

Embora já tenha começado a fazer os exames das cidades da 15ª Regional, o Lepac ainda não estava recebendo amostras de pacientes de Maringá. Mas a partir desta quarta-feira, os exames começam a ser realizados. Serão dez por dia. [ouça no áudio acima]

O Lepac também tem um convênio com a Prefeitura de Maringá para a realização de 2 mil testes. O convênio foi assinado há mais de dois meses, mas ainda não foi colocado em prática, por falta de recursos para a compra de um estoque de reagentes e porque agora a prefeitura tem uma cota garantida pelo SUS. [ouça no áudio acima]

O Lepac estimou em 125 reais o custo do teste que seria cobrado da prefeitura.