Júri popular

Após sete anos, julgamento pela morte de Eduarda Shigematsu começa em Maringá

16/09/2026 / Atualizado em 16/09/2026 Por Eduardo Domingos
Após sete anos, julgamento pela morte de Eduarda Shigematsu começa em Maringá
Jéssica Pires segura coberta de quando Eduarda nasceu. Foto: Eduardo Domingos/CBN Maringá.

Depois de oito adiamentos e sete anos de espera, começa nesta quarta-feira (16), em Maringá, o julgamento pela morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O pai da menina, Ricardo Seidi Shigematsu, e a avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, respondem a acusações relacionadas ao caso.

O caso da morte de Eduarda Shigematsu, em Rolândia, em 2019, chega a uma das etapas mais aguardadas pela família da menina.

Eduarda tinha 11 anos quando morreu, e o corpo foi encontrado enterrado na garagem de um imóvel da família. Sete anos depois, o pai dela, Ricardo Seidi Shigematsu, e a avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, sentam no banco dos réus em Maringá.

O julgamento foi transferido de Rolândia e passou por oito adiamentos até chegar ao Tribunal do Júri.

Na chegada ao fórum, a mãe de Eduarda, Jéssica Pires, estava presente, mas, bastante comovida, preferiu não falar com a imprensa. Ela carregava uma coberta que pertenceu à filha desde o nascimento e que guarda até hoje.

O advogado de Jéssica, Hugo Esteves, disse que a família espera uma resposta da Justiça depois de tantos adiamentos. [ouça o áudio]

Ricardo Seidi Shigematsu responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O advogado de Ricardo, Douglas Rocha, sustenta que o réu encontrou a filha já morta e ocultou o corpo, mas nega ter cometido o homicídio. [ouça o áudio]

A defesa também afirma que vai questionar pontos relacionados à causa da morte. Segundo Douglas, o laudo aponta asfixia por esganadura, mas há divergências que serão discutidas no plenário. [ouça o áudio]

Já Terezinha de Jesus Guinaia responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O advogado Mauro Valdivino da Silva afirma que ela não teve participação nos crimes e contesta as acusações. [ouça o áudio]

A defesa também questiona a acusação de falsidade ideológica relacionada ao registro do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Eduarda.

A sessão deve ouvir testemunhas e analisar as provas apresentadas pelas partes antes da votação dos jurados.

A promotoria, responsável pela acusação, não quis se pronunciar antes do início do julgamento.

A expectativa é de que o júri tenha duração de mais de um dia.

Foto: Eduardo Domingos/CBN Maringá.