Julgamento
Após mais de sete anos, três réus vão a júri pela morte do vigilante Igor Artigas
Mais de sete anos depois do assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, três réus são julgados nesta terça-feira (6), em Maringá. A família espera justiça, enquanto a defesa questiona duas qualificadoras do crime.
Igor Santos Artigas, de 39 anos, foi morto a tiros em fevereiro de 2019, em Maringá, quando pilotava uma motocicleta. A investigação apontou como possível motivação o fato de ele ter repassado informações às autoridades sobre crimes na região.
Segundo a acusação, os irmãos Alessandro e Leandro da Silva Riguetto efetuaram os disparos, e João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como “Na Bota”, dirigiu o carro usado no crime.
Outro denunciado, Maikon Wellington Ferreira, apontado como responsável por fornecer uma das armas, foi morto a tiros em agosto de 2023, em Paiçandu. Por isso, não será julgado neste processo.
A irmã da vítima, Beatriz Santos Artigas, diz que espera um julgamento justo, embora reconheça que nenhuma pena será capaz de reparar a perda. [ouça o áudio]
A defesa dos três réus é feita pelo advogado criminalista Peter Kelter. Ele afirma que vai pedir a retirada das qualificadoras de motivo torpe e de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. [ouça o áudio]
O advogado afirma que a defesa busca evitar uma pena que considere excessiva e diz que o julgamento deve se basear nas provas do processo. [ouça o áudio]
Beatriz também deixa uma mensagem sobre como gostaria que o irmão fosse lembrado. [ouça o áudio]
A expectativa é que a sentença saia ainda nesta terça-feira (6).
