Três réus
Três réus vão a júri pela morte de Igor Artigas em Maringá após mais de sete anos
Alessandro da Silva Riguetto, Leandro da Silva Riguetto e João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como “Na Bota”, serão julgados nesta terça-feira (6), pelo Tribunal do Júri de Maringá. Eles são acusados de participação no assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, morto a tiros em fevereiro de 2019.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Alessandro e Leandro são apontados como os responsáveis pelos disparos que mataram Igor. João Alencar é acusado de ter conduzido o veículo utilizado na execução. Os três serão submetidos à decisão dos jurados.
O julgamento está marcado para começar às 8h30.
Crime teria sido planejado, segundo o MP
Igor Santos Artigas tinha 39 anos e trabalhava como vigilante. O assassinato aconteceu na tarde de 5 de fevereiro de 2019, quando ele pilotava uma motocicleta pela Avenida Carlos Correa Borges, na região do Conjunto Borba Gato.
De acordo com a acusação, a vítima foi perseguida por um Honda Fit. No cruzamento com a Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, o carro se aproximou da motocicleta e os ocupantes efetuaram diversos disparos.
Igor Artigas foi atingido, caiu da moto e morreu no local.
Para o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por uma antiga desavença envolvendo a vítima e os irmãos Riguetto. A acusação sustenta ainda que o crime foi cometido por vingança e de maneira que dificultou a defesa da vítima.
Carro usado na execução havia sido roubado
Um dos principais elementos da investigação foi o veículo usado pelos criminosos.
Segundo a denúncia, na noite anterior ao assassinato, um Honda Fit preto foi roubado nas proximidades do Shopping Catuaí. A acusação aponta que o automóvel teria sido utilizado no dia seguinte para perseguir Igor. Depois do homicídio, o carro foi abandonado e incendiado no Parque Itaipu, em Maringá.
A investigação também identificou uma pista curiosa. Na residência dos irmãos Riguetto, policiais encontraram parafusos e uma chave que posteriormente foram relacionados às placas do Honda Fit utilizado no crime.
Investigação apontou participação de quatro pessoas
Na época do crime, quatro suspeitos foram presos pela Polícia Civil. Além de Alessandro, Leandro e João Alencar, Maikon Wellington Ferreira também foi denunciado no processo.
Segundo a investigação divulgada na época, ele teria fornecido uma das armas utilizadas no homicídio. Maikon, porém, não será julgado. Ele foi assassinado a tiros em agosto de 2023, em Paiçandu.
Igor teria sido morto por causa do trabalho
A investigação apontou que a atividade profissional de Igor poderia estar relacionada à motivação do crime.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na época, Igor trabalhava como vigilante e teria repassado às autoridades informações sobre crimes e tráfico de drogas na região.
A denúncia do Ministério Público também aponta uma antiga desavença entre Igor e os irmãos Riguetto. A acusação sustenta que essa situação teria levado ao planejamento da execução.
Vítima saiu mais cedo do trabalho
No dia do assassinato, Igor havia saído mais cedo do trabalho. Segundo informações divulgadas na época, ele teria ido comprar um refrigerante e estava preparando uma festa para a filha, que faria aniversário.
Pouco depois, segundo a investigação, passou a ser perseguido pelo veículo utilizado na execução.
O que será decidido no júri
Agora, mais de sete anos depois do crime, Alessandro da Silva Riguetto, Leandro da Silva Riguetto e João Alencar do Nascimento Jacomo serão julgados pelo Tribunal do Júri.
Caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas durante o julgamento e decidir se os acusados são culpados ou inocentes.
As defesas dos réus terão direito de apresentar suas versões e contestar as acusações feitas pelo Ministério Público.
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