Superávit no primeiro quadrimestre deste ano é 18% menor no comparativo
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Maringá

Superávit no primeiro quadrimestre deste ano é 18% menor no comparativo

Por Victor Simião em 30/05/2019 - 20:00

Neste ano, Prefeitura ficou com R$ 251 milhões no resultado orçamentário. No ano passado, R$ 308 milhões. No resultado financeiro, o registro é de déficit.  

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A Prefeitura de Maringá fechou o primeiro quadrimestre deste ano com superávit de R$ 251 milhões no resultado orçamentário. Apesar do saldo, o valor é 18% menor que o arrecadado no mesmo período do ano passado. Em 2018, o caixa ficou com R$ 308 milhões.

O dado foi apresentado em uma audiência pública realizada pela Secretaria da Fazenda, na Câmara de Maringá, nesta quinta-feira (30).

Para se chegar ao resultado do superávit, o município leva em conta a receita arrecadada no período menos a despesa liquidada – ou seja, aquela relativa a um compra ou a um serviço já feito.

Neste ano, no quadrimestre, a receita ficou em R$ 574 milhões. A despesa ficou em R$ 322 milhões. A arrecadação também caiu 4% no comparativo. A principal justificativa do município para a diferença é que houve transferência de recursos para o Hospital da Criança em 2018.

Em outra linha contábil, o município ficou com déficit orçamentário de R$ 137 milhões. No mesmo período do ano passado, o saldo negativo foi de R$ 99 milhões. O resultado é o total arrecadado no quadrimestre menos o dinheiro separado para os gastos do ano todo. E aí ocorre o resultado negativo, o que é algo normal, explica o secretário da Fazenda, Orlando Chiqueto.

O resulto financeiro também ficou negativo, registrando menos R$ 5 milhões. Essa operação avalia a receita arrecadada, o empenho anual e interferência financeira. No mesmo período do ano passado, o saldo foi positivo, ficou em R$ 28 milhões.

A Prefeitura justifica o resultado negativo porque nessa avaliação é levado em conta o empenho total do ano, que é de R$ 677 milhões. 51% dessa quantia podem ou não acontecer; 10% são para o chamado empenho global, compromissos já acertados por meio de contratos que devem ser quitados. O restante é para o empenho ordinário, que é fixo e ocorre uma vez só.

A Secretaria da Fazenda também avalia que a análise apenas do resultado financeiro não reflete a realidade orçamentária.

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