Quanto custa a ignorância?
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Opinião

Quanto custa a ignorância?

O comentário de Gilson Aguiar por Gilson Aguiar em 29/12/2020 - 08:02

Te alerto que não é barato. Mas não se sente quando se convive já que no mar de ignorância a semelhança do limite sempre é um consolo. Onde todos não parecem ter muita instrução, a inteligência é ilusão. Contudo, ela é a saída. Porém, em um “mar de burrice” ela fica cada vez mais longe.

Não é fácil encontrar saída quando o hábito e a limitação na compreensão da realidade engessam soluções lógicas. E isto não é uma questão generalizada, teórica. É lógica, está próximo de você, observe. Reflita o quanto a falta de conhecimento já custou caro as pessoas. 

Lembre-se de quantas vezes na sua vida a limitação do conhecimento lhe tirou oportunidades. Na convivência necessária com outras pessoas, muitas também limitadas em sua qualidade técnica e científica, fora a falta de valores, o quanto se perdeu e quanto se perde?

Empresas reproduzem pouco por terem relações limitadas, por ter um capital humano limitado. Ainda há empresários que acreditam que a ignorância dos seus colaboradores é a maneira de lucrar mais pagando menos. Não se percebe que manter a limitação nos limita também. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Sistema de Indicadores Sociais (SIS), com dados do ano passado, 2019, mostra que 24,8% dos brasileiros estão na faixa da pobreza. 6,5% na extrema pobreza. 

Algumas associações são sempre lembradas ao falarmos da desigualdade de renda no Brasil. 70% dos pobres são negros e pardos. As mulheres negras e pardas são 38,1% desta população. 

Quando o assunto é o grau de instrução, a associação entre miséria e tempo de banco na escola fica evidente. Apenas 0,6% da população pobre tem curso superior. 24,8% têm fundamental completo ou incompleto. 

Este é o ponto, instrução e qualificação. Não é apenas ensinar a fazer, envolver no processo de produção. Gerar condições de que a inteligência desenvolvida tenha a oportunidade de ser produtiva. Conhecimento e geração de riqueza têm que estar associados. Sem isso, não há futuro. 

Toda empresa precisa investir na qualificação das pessoas. Gerar capacidade produtiva e possibilidade de melhoria nas relações humanas dentro do ambiente de trabalho. Fazer da vida profissional uma realização, independente do posicionamento das pessoas dentro das corporações. Todos ganham com isso.

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