Os grandes que são pequenos
Imagem ilustrativa/Pixabay/domínio público

Opinião

Os grandes que são pequenos

O comentário de Gilson Aguiar por Gilson Aguiar em 19/06/2020 - 11:26

A pandemia tem nos ensinado, mesmo que de forma dolorosa. Mas os aprendizados que não esquecemos nunca vem de forma doce. O sabor da vida é construído enquanto vivemos e com a capacidade de inovar, criar. Os microempreendedores e micro e pequenos empresários sabem disso. Eles nasceram, em sua maioria, da crise. 

Quando se monta um empreendimento no Brasil, infelizmente, quer se fugir de uma dor. Ou o desemprego bateu em sua porta ou a desqualificação não deixou alternativa. As micro e pequenas empresas nascem do faro, do tino ou do acaso. Aquela habilidade que tenho que me faz arriscar para ver se vai dar certo. Em alguns casos dá, na maioria, infelizmente, não. Poucas empresas sobrevivem aos cinco primeiros anos.

O fator interessante é que o tropeço das micro e pequenas empresas não é tanto o mercado, a má condição da economia, está na falta de conhecimento, habilidade e despreparo do empreendedor para o ramo que resolveu atuar. Não é porque os amigos gostam da comida que você faz que ser proprietário de um restaurante é o seu destino. 

Neste período de pandemia se mostra o que é empreender no Brasil. Muitos estão perdendo o emprego ou tendo que melhorar a renda. Estes estão optando por montarem seu próprio negócio. A maioria se transforma em empresa, vira um microempreendedor individual. Ele resolve usar de suas habilidades para sobreviver.

No Paraná o número de empresas que abriram foi maior do que as que fecharam. Tem gente procurando inovar. Buscar uma oportunidade. Temos que estimular essas iniciativas. Mas também temos que qualificar aqueles que desejam ser senhores do seu trabalho e empreendimento. 

No Brasil, as micro e pequenas empresas são responsáveis por mais de 50% da geração de emprego. São mais de 99% dos CNPJs ativos. Contudo, elas representam um pouco mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). A riqueza está mal distribuída e o peso de sua produção continua na mão dos médios e grandes. 

O futuro não será carteira assinada e sim empresas montada. Não se procurará um emprego e sim um empreendimento. Logo, todos nós temos que ter preparo para empreender. Nosso trabalho, nossos produtos e serviços devem ter qualidade e fazer diferença na sociedade e, por consequência, no mercado. 

Por isso, se a pandemia é o nosso grande problema, a saída é o microempreendedor, a micro e pequena empresa. Elas são a grande resposta para dar às pessoas futuro e transformar a crise em oportunidade.