Gilson Aguiar comenta o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical

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Gilson Aguiar comenta o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical

Por Gilson Aguiar em 28/02/2018 - 08:39

Agora a contrição sindical não é mais obrigatória, repassar ao sindicato o valor de um dia trabalhador é facultativo. Se o trabalhador não quiser, não precisa ter o desconto. O problema é: Como fazer isso? Aí, cada sindicato acaba por resolver a questão da forma que considera melhor. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismmar) tomou uma atitude coerente, abriu mão da contribuição sindical. A Prefeitura de Maringá acatou, agora é o trabalhador quem decide se quer ou não.

A atitude é uma vitória da liberdade de escolha. Temos o direito de querer ou não a representação sindical. Isto vale tanto para patrões como empregados. O que não significa uma inutilidade dos sindicatos. A representação dos trabalhadores é fundamental. Mas ela deve se sustentar no interesse de quem quer ou não ser representado. Os sindicatos precisam fazer um trabalho que justifique sua existência. Eu não sou obrigado a pagar por um serviço que não tenho. Os impostos no país deveriam seguir a mesma lógica, mas esta é outra história.

As maiorias dos sindicatos que existem no país são o desdobramento de uma política sindical instalada pelo infeliz governo de Getúlio Vargas (1930 a 1945). O ditador que ainda hoje inspira os partidos esquerdizantes, aqueles que defendem a democracia e amam um ditador. O corporativismo que predomina em muitas profissões tem relação com a lógica da imposição sindical. Proteger uma profissão é uma coisa, impor excessos é outra. Defender o interesse de trabalhadores é digno, viver à custa da existência de uma instituição sindical é outra. Muitas diretorias sindicais são ditadores disfarçados, vivem eternamente com líderes sindicais muito bem remunerados.

Em muitos países latino-americanos, os sindicatos se transformam em máfias manipulando setores econômicos com medidas protecionistas ou de boicote ao mercado. No Brasil, em muitos casos, a prática é a mesma e, durante muito tempo, legitimada pelo Estado. Felizmente, isto está mudando.

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