Gilson Aguiar comenta o empoderamento da mulher

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Gilson Aguiar comenta o empoderamento da mulher

Por Gilson Aguiar em 14/02/2018 - 08:38

As mulheres estão aumentando sua renda média. Segundo dados do IBGE, elas estão ganhando mais, principalmente as mais jovens. Se qualificando cada vez mais, são as que menos abandonam a educação. Esta tendência, dos últimos 30 anos, agora colhe seus lucros.

Elas reduziram a diferença salarial nos últimos 10 anos de 30 para pouco mais de 26%. A busca de construir a vida independente, romper a cultura da dependência e o destino de ser obrigatoriamente mãe, a mulher faze escolhas.

Mas não é só no trabalho que elas estão surpreendendo. Na vida pessoal, emocional, também. Elas já não se sentem obrigadas a esperar o “príncipe encantado”. A maioria dispensa aquele que irá salvá-la da torre do castelo. Elas têm seu próprio cavalo e colocaram a armadura, estão prontas para o combate. O que não as impede de continuarem femininas e sensuais. Talvez até mais assim, empoderadas.

Agora, o maior obstáculo para a emancipação feminina será a cultura machista. Fora de lugar, ultrapassada no tempo e perigosa. Os homens contemporâneos estão mudando em relação a percepção da função da mulher, na defesa de sua emancipação. Porém, ainda é lenta esta mudança, não acompanha a tendência de uma igualdade plena.

Bom lembrar que o machismo, assim como boa parte da violência contra a mulher, começa em casa. É dentro do discurso da boa educação que se educa a menina para a submissão e o rapaz para a imposição. A família tradicional está em decadência. Não por perversidade, mas porque a relação, principalmente econômica, mudou.

A liberdade é a essência da vida privada. E a mulher é cada vez mais livre. Quem as educa deve ter em mente esta condição. Mas isso não significa a libertinagem, o abuso ou excesso. É simplesmente a liberdade de agir e se responsabilizar pelos atos. Ao mesmo tempo em que elas se emancipam vãos ficando mais responsáveis pelos seus atos e dispensam o provedor que lhe sustente e proteja.

Por isso, eduque seus filhos a cozinhar, lavar e passar. Ensine os filhos a viverem sem precisar de uma mulher que cuide deles como a mãe fazia. A maioria dos homens machistas casa com uma segunda mãe. Submetem a esposa para poder garantir a eternidade da relação materna disfarçada de afazeres domésticos. O homem do futuro não precisará de uma esposa-mãe, mas de uma parceira que assuma com ele todas as responsabilidades da vida. Assim faremos a revolução masculina.

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