Gilson Aguiar comenta o debate político sobre a abertura de supermercados aos domingos

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Gilson Aguiar comenta o debate político sobre a abertura de supermercados aos domingos

Por Gilson Aguiar em 09/03/2018 - 08:33

A racionalidade econômica é constantemente afetada pela cultura protecionista e messiânica. Na visão teocêntrica do mundo se fala das forças maléficas que tentam destruir o bem e ameaça as “pessoas de bem”. Esta fala mística é usada constantemente para discutir temas que merecem um tratamento mais lógico, racional.

Definir a abertura do comércio aos domingos, principalmente supermercados e farmácias não pode ser tratado como uma questão mística, sem fundamento lógico. Mas parece que há uma persistência em apelar ao idealismo romântico para discutir uma questão econômica. A abertura do comércio aos domingos é uma necessidade. Seja de empresas, trabalhadores e consumidores.

Muitos representantes públicos são afetados pelo romantismo da defesa da população pobre congelando a pobreza. A vida só melhora quando somos capazes de responder as necessidades com eficiência. No mundo do mercado, não há solução onde se abre mão da renda. Dinheiro não traz felicidade, mas também não é culpado por ela não existir. Os trabalhadores precisam de emprego. Inclusive para ter condições de manter suas crenças e valores.

Agora, na Câmara de Vereadores de Maringá a discussão da abertura do comércio aos domingos será discutida em uma sessão dia 10 de abril, às 19h. A intenção é dar ao município o poder de decisão sobre esta questão. Há uma lei federal que respalda a decisão. Mas, como sempre, ir à contramão e fazer a luta perdida uma bandeira populista angaria votos e apoio de quem desconhece a causa, mas tem fé.

Temos que incentivar a abertura de estabelecimentos aos domingos. Se defendemos a oportunidade as pessoas de desenvolverem uma vida com qualidade, devemos lutar pelo emprego e renda. Se micros empresários do comércio varejista nos bairros se sentem prejudicados pela concorrência das grandes redes de supermercados, eles devem se reinventar.

Um dos principais problemas do país é o discurso populista e populesco fundado na proteção da população carente. Como se a massa humana fosse desprotegida. O político faz carreira no discurso paternalista de defender os trabalhadores do mal. O diabo quase sempre são as grandes empresas predadoras que desejam sugar o pobre, o miserável. Foi com esta retória que o país conheceu a infelicidade varguista e o desastre lulista.

O Brasil melhor não se faz de proteção, mas de qualificação. A resposta para o problema da miséria é um trabalhador qualificado e capacitado para poder reivindicar um ganho melhor. A lógica vale para micros e pequenos empresários.

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