Gilson Aguiar comenta o crime do açougue

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Gilson Aguiar comenta o crime do açougue

Por Gilson Aguiar em 22/12/2017 - 08:33

Natal sempre lembra paz, confraternização, amizade, estas coisas. Nos preparamos para receber parentes e amigos. Conviver com os outros é a condição vital do Natal. Porém, não estamos caminhando para isso no dia a dia. Conviver está cada vez mais ligado a conveniência do que ao desejo de ter determinadas pessoas por perto.

Na vida cotidiana estamos sempre a busca de nossas realizações. E quando se fala de nossas, é no sentido egoísta e não altruísta da palavra. Os desejos pessoais não levam em considerações os efeitos que podem causar para os outros. O eu nunca foi tão individual como agora. Expressamos a felicidade muito mais em coisas do que em pessoas. Os objetos são desejáveis e as pessoas insuportáveis, esta é a regra para muitos.

A convivência diária, não traz a percepção da importância dos outros. As pessoas, em sua maioria, tem pouca tolerância e cresce a proporção dos intolerantes. Eu tenho medo disso. Do radicalismo centrada na medida umbilical. Nunca a medida de aceitar outras ideias, comportamentos, opiniões, costumes e valores foi tão restrita.

Há uma leva de seres humanos construídos neste ambiente. Talvez, a única coisa que acredito, deveríamos refletir, é que a data é para conviver. Um desafio para uma sociedade que estimula valores de conveniência e da busca de uma felicidade fundada nos desejos particulares.  

 

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