Gilson Aguiar comenta o ambiente de sedução eleitoral

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Gilson Aguiar comenta o ambiente de sedução eleitoral

Por Gilson Aguiar em 02/03/2018 - 08:16

Qual a melhor saída?

O país está assistindo ao cenário eleitoral se formar. Os que desejam ser candidatos começam a ser protagonistas de ações que tentam sensibilizar a população. O ambiente político não representa a condição real da governabilidade. Temos que ter claro que a sedução eleitoral não corresponde as condições da relação entre o gestor público e a sociedade. Não é por acaso a desilusão do casamento estabelecido pelo voto ao longo da gestão.

Na prática, o processo eleitoral reproduz o as relações de namoro que travamos a procura de seduzir um outro ser para uma vida a dois. O casamento não terá ao longo de sua história a intensidade entre os parceiros. Na campanha eleitoral a lógica é idêntica. Expressar o que não se é para dar a imagem do que se deseja sem o compromisso de ser. Para resumir, mentir para conquistar.

Porém, vale lembrar, o eleitor que reclama por um candidato sincero não suportaria a sinceridade. A dureza da palavra que daria a dimensão de nossos problemas e como eles realmente deveriam ser tratados não caem bem durante a eleição.

Criticamos os candidatos pela mentira nas campanhas, pelas promessas não cumpridas, mas a verdade não é o que deseja o eleitor. Talvez, o grande problema do processo eleitoral, assim como a sedução de um parceiro na vida pessoal, está nas intenções dos que se relacionam. Se o povo deseja melhora, desconhece as condições para se ter e viver uma relação eficiente com o Estado.

Quem dera em nossos relacionamentos nós tivéssemos a sinceridade como prática. Não nos casaríamos com quem se torna um problema ao longo da vida. Neste ponto, o eleitor pode trocar de escolha depois de 4 anos. Porém, também, escolhe, como as pessoas na vida privada, outro com o mesmo perfil pensando estar mudando.

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