Gilson Aguiar comenta as condições das rodovias do país
Agência Brasil

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Gilson Aguiar comenta as condições das rodovias do país

Por Gilson Aguiar em 26/12/2017 - 08:21

Brasil na beira da estrada

Acidentes de trânsito acontecem. Em sua maioria estão associados aos abusos dos motoristas. Isso ocorre em todos os lugares. Eles estão sempre cometendo excessos. Em quase tudo o ser humano comete excessos.

Um agravo importante da irresponsabilidade humana é o ambiente onde os excessos são cometidos. Eles sempre encontram ambientes perigosos onde o que vai além do tolerável vire um desastre. Nas rodovias a lógica é exatamente essa. O excesso ambientado em um local de risco.

Podemos criticar os motoristas, podemos falar da falta de juízo. Estas afirmações não estarão erradas. Mas o erro constante é o estado de nossas rodovias, do encontro perigos dos caminhões e automóveis em vias de mão dupla. Rodovias mal planejadas e mal sinalizadas acabam por fechar o teatro da morte. Os postos de combustíveis já são o estimulante ao associar à bebida alcoólica a direção. As lojas de conveniências estão cheias das mais variadas porções de embriaguez.

A história das rodovias brasileiras é longa. Podemos começar com Washington Luiz, o último presidente da República Velha, (1889 a 1930) que considerava as estradas o sinônimo de futuro. O imperador que antecedeu os republicanos pensava diferente e também não tinha carros se empilhando, mas um país a ser descoberto e redescoberto. Ele, Dom Pedro II, apostava nas ferrovias. O Brasil do Império era pequeno de pessoas e com a imensidão de hoje.

O passado nos condena em boa parte dos números de mortos nas rodovias e no trânsito da cidade. O Brasil é o país a se fazer, mas já deveria ter sido feito boa parte do que temos carência hoje. Os meios de transporte são uma destas necessidades que se remenda e não se resolve. As veias de um país sangram e muitas das vidas que correm nelas, também.

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