Gilson Aguiar comenta as perspectivas para 2018

Comentário

Gilson Aguiar comenta as perspectivas para 2018

Por Gilson Aguiar em 02/01/2018 - 08:26

Este é um ano de importantes ações e reações. Uma das mais importantes é a economia. Como ela irá reagir? Para que a resposta seja positiva é necessário apostar na superação de dilemas, a reforma da previdência é uma delas. Sem a mudança nas regras das aposentadorias não será possível ter uma continuidade na melhora dos índices econômicos.

Porém, 2018 tem um elemento vital, as eleições. O presidente da república, Michel Temer, marcado pela impopularidade, sonha, e muito, em ser uma alternativa para o jogo eleitoral. Se não como candidato, tendo o poder de indicar ou apoiar o sucessor. Temer aposta na melhora do ambiente econômico como seu principal argumento.

Em uma linha semelhante está o governador do Paraná, Beto Richa. Impopular em boa parte de seu segundo mandato, o saneamento das contas do Estado é seu principal trunfo nas eleições. Ele não será candidato ao governo, mas deve apoiar Cida Borghetti. O Senado deve ser o objetivo do atual governador. Parece que a governabilidade será o instrumento vital para a propaganda eleitoral.

Esta postura não me parece ruim. Contudo, uma preocupa nestas eleições, o radicalismo desmedido. Tanto nos discursos extremistas de direita ou nas posturas alucinantes de esquerda. O mal do personalismo é o perigo que ronda as eleições de 2018.

Outra ameaça são os filhos dos políticos tradicionais se chamando de renovação. Não se pode esquecer que o berço familiar faz de filhos herdeiros dos vícios políticos do pai. O mestre que ensinou o caminho muitas vezes é o coordenador da vida política do jovem que se autoafirma “renovação”. Nestas horas não se pode esquecer que o candidato é a “cara do pai”.

Será difícil renovar de fato. Em 2018, talvez, o que mais devemos fazer e buscar é não cair no mesmo erro.

Player Ouça o comentário