Depois de cinco anos, Prêmio Sebrae Mulher de Negócios volta a ser realizado
Da esquerda para a direita as empreendedoras Heloíza Feltrin, Elianara Torres e Bárbara Fonseca. Foto: arquivo pessoal

Empreendedorismo feminino

Depois de cinco anos, Prêmio Sebrae Mulher de Negócios volta a ser realizado

Economia por Luciana Peña em 22/06/2022 - 08:30

O prêmio surgiu em 2004, mas a última edição foi em 2017. A pausa foi necessária para uma  reformulação e por causa da pandemia. As inscrições para a edição 2022 estão abertas e vão até o dia 17 de julho. Para inspirar as ouvintes, vamos trazer a história de empreendedoras que com garra, disciplina e conhecimento criaram negócios viáveis, que geram emprego e renda. Confira a reportagem também em podcast nos principais agregadores de aúdio.  

O empreendedorismo feminino só cresce no Brasil e no mundo. Uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), e coordenada pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade revelou que no Brasil existem 24 milhões de mulheres empreendedoras. 

Na pandemia, os negócios liderados por mulheres tiveram um avanço ainda mais surpreendente porque muitas mulheres buscaram renda e mais tempo perto da família. Tema que ganhou o noticiário. [ouça o áudio]

Foi para cuidar dos filhos pequenos que a bacharel em direito Heloíza Feltrin decidiu não seguir carreira jurídica, pelo menos por enquanto. Casada com um agricultor, Heloíza mora no campo e do campo, em Marialva, tira o sustento. 

Enquanto o marido cuida da lavoura, Heloíza transforma a paixão pela culinária num negócio promissor. A produtora rural criou uma empresa de doces, geleias e conservas.

Antes de lançar o produto no mercado, Heloiza procurou o Sebrae para uma assessoria em planejamento, estruturação e divulgação. 

Por enquanto, Heloíza está dando conta sozinha das encomendas, mas como os produtos estão bombando nas redes sociais, ela em breve terá que contratar funcionários. [ouça o áudio]

Ao contrário de Heloíza, a advogada Elianara Torres tirou da gaveta o diploma de direito. A guinada veio durante a pandemia. O sonho de Elianara, já formada em direito e com OAB, era tocar em frente a empresa de eventos especializada em festas infantis.

A empresa se encarregava de tudo numa festa e por este diferencial a lista de clientes só crescia. O sonho era expandir com franquias, maas aí veio a pandemia e todo mundo sabe o que aconteceu com o setor de eventos. Doeu no coração, mas Elianara teve que fechar o negócio. 

A sorte é que a advogada tinha muita bagagem acumulada em quatro anos de Sebrae Mulher. Conhecimento que permitiu a Elianara encerrar a empresa de eventos sem deixar nada para trás e fazer com segurança a transição para o novo segmento: um escritório de advocacia.[ouça o áudio acima]

Em março de 2020, às vésperas da Páscoa, quando a pandemia fechou o comércio, a empresária Bárbara Fonseca tinha um estoque bem robusto de ovos de chocolate. Ela é dona de uma cafeteria e representa uma marca internacional de chocolate. Foi um baque. 

Para quem e como vender tantos ovos de Páscoa? Da angústia para a  digitalização das vendas foi um passo. E algo que parecia distante, virou realidade.

As vendas online conquistaram clientes que se mantiveram fiéis à empresa de Bárbara mesmo depois da reabertura das lojas e até agora, neste novo momento, quase um pós-pandemia. As vendas online fazem parte do negócio.[ouça o áudio]

Essas histórias inspiradoras servem de exemplo para outras mulheres, mas para isso precisam de visibilidade. E reconhecer a trajetória dessas empreendedoras é o objetivo do Prêmio Sebrae Mulher de Negócio que está com inscrições abertas.

O prêmio volta a ser realizado em 2022 após quase cinco anos. Serão três etapas: a estadual em agosto, a regional em setembro e a nacional em novembro. Desde 2004,  quando a premiação foi criada, 87 mil mulheres se inscreveram.

A consultora do Sebrae Paraná, Rosineide Pereira, explica que as mulheres podem se inscrever em três categorias. [ouça o áudio]