Como um jornalista ajudou a polícia a prender um serial killer em Maringá
Jornalista Roberto Silva ajudou a polícia a desvendar crimes de Roneys Fon Firmino. Foto: GMC Online

Bastidores

Como um jornalista ajudou a polícia a prender um serial killer em Maringá

Segurança por Luciana Peña em 11/06/2022 - 09:00

Esta é a história da investigação que apurou os crimes cometidos por Roneys Fon Firmino, condenado pela morte de três mulheres e que ainda responde processo em outros casos. Por trás desta investigação está a perspicácia do jornalista Roberto Silva, que foi o primeiro a noticiar a ação de um serial killer em Maringá, num momento em que nem a polícia encontrava relação na morte de profissionais do sexo, nas décadas de 2000 e 2010.  

O serial killer de Maringá foi descoberto e preso em 2015.

Mas Roneys Fon Firmino agia pelo menos desde 2005.

Foi nesta época que a polícia começou a encontrar corpos de mulheres assassinadas abandonados próximos a torres de transmissão de energia.

Todas as vítimas eram garotas de programa. As investigações não avançavam porque cada crime era investigado por um distrito policial diferente.

Um jornalista, que por conta própria mapeava os crimes da cidade, acreditava que as mulheres estavam sendo mortas por um serial killer.

Nas reportagens sobre o tema, Roberto Silva deu até uma alcunha para o assassino. [ouça o áudio acima]

Em 2015, a polícia encontrou o corpo de Mara Josiane dos Santos, de 36 anos.

Como em casos anteriores, a vítima estava nua, com o corpo virado de barriga para cima, próximo a uma torre de transmissão de energia e morta por estrangulamento.

Mas desta vez, o assassino deixou uma pista e a polícia não perdeu tempo.

A pista era um pequeno pedaço da lataria de um carro. Um carro de cor azul. Durante horas os policiais checaram as imagens de radar de uma rodovia que dava acesso ao local onde as roupas da vítima foram encontradas. Apenas um veículo foi e voltou.

O delegado Diego Freitas é quem estava à frente do caso. [ouça o áudio acima]

Roneys Fon Firmino confessou ter matado seis mulheres. Ele já foi condenado pela morte de três mulheres. O julgamento mais recente foi no último dia 1º.

Em maio passado, Roneys foi absolvido da morte de uma mulher, cujo corpo não chegou a ser identificado. O Ministério Público recorreu da sentença.

Esta semana haveria mais um julgamento, mas a defesa do réu não compareceu e o júri foi adiado para 2023.

As penas somadas passam de 75 anos de prisão.

Restava entender por que Roneys abandonava o corpo das vítimas próximo a torres de transmissão de energia. O jornalista Roberto Silva buscou a resposta. [ouça o áudio acima]

A CBN não conseguiu entrevistar os advogados de defesa de Roneys Fon Firmino até o fechamento desta reportagem.