Ciclonoroeste comemora aumento por procura de bicicleta
Imagem Ilustrativa | Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Ciclonoroeste comemora aumento por procura de bicicleta

Cidade por Victor Simião em 07/08/2020 - 18:25

No Brasil, há registro de aumento de 118% nas vendas desse item. Na região de Maringá, fábrica oferta vagas de emprego. Associação propôs ciclovias emergências na pandemia, mas prefeitura preferiu não atender a demanda.

A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas registrou aumento de 118% nas vendas desse item no Brasil. O registro é do período de 15 de junho a 15 de julho. Os dados foram obtidos a partir de informações de 40 associados da entidade. Esta semana, uma fábrica de bicicletas em Sarandi abriu 110 vagas de emprego. O motivo: aumento na demanda. Por mês, a empresa produz 18 mil bikes.

Esses dados são comemorados por quem defende esse modal, como a Ciclonoroeste, uma associação da região de Maringá. Para um dos coordenadores da entidade, Eduardo Simiões, há motivos para o aumento: o custo barato e o fato de que, na pandemia, as pessoas querem evitar aglomeração. [ouça no áudio acima]

Em junho, a associação propôs à Prefeitura de Maringá a criação de ciclovias móveis. Segundo a entidade, esse tipo de via ajuda a combater o coronavírus. As ciclovias móveis, ou ciclofaixas, são temporárias e funcionam na parte da rua em que fica o estacionamento ou mesmo em uma das pistas, podendo ser feita com a utilização de cones, cavaletes e faixas.Maringá tem em torno de 40 quilômetros de ciclovias.

Um estudo apontou o seguinte: a cidade tem capacidade para ao menos 26 quilômetros de ciclofaixas.

Mas a Prefeitura declinou, diz Simões. [ouça no áudio acima]

A Secretaria de Mobilidade Urbana informou à CBN os motivos que levaram a não aplicação da proposta. Na avaliação da pasta, a medida teria valido a pena em março, no começo da pandemia. Agora, com a reabertura do comércio, é mais difícil, já que as pessoas têm saído mais às ruas. Outro motivo: deveria haver a retirada de estacionamento. Uma consulta foi feita a comerciantes, que não aceitaram, disse a Semob. A terceira justificativa é o fato de que equipamentos deveriam ser comprados, como tinta e cones. Uma licitação demandaria tempo, segundo a secretaria.