Adolescente de Maringá não consegue tirar RG por falha nas digitais
Carina Bernardino/CBN

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Adolescente de Maringá não consegue tirar RG por falha nas digitais

Em 22/07/2019 - 21:36

Ela tem 14 anos e precisa do documento para entrar no Jovem Aprendiz. O Instituto de Identificação já atendeu outros casos parecidos. Quando há amputação de braços, por exemplo, as impressões digitais coletadas são dos dedos dos pés

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Um dos problemas frequentes vivenciados por quem vai tirar a Carteira de Identidade em Maringá são as falhas nas impressões digitais. O Instituto de Identificação do Paraná, localizado ao lado da 9º Subdivisão Policial, já atendeu inúmeras situações diferentes. A CBN presenciou um dos casos na tarde dessa segunda-feira (22). É de uma adolescente de 14 anos que não consegue tirar o documento por problemas nas digitais. A auxiliar de produção Sandra dos Santos diz que a filha foi diagnosticada com dermatite de contato, uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição a agentes que causam irritação ou alergia.

As lesões da pele causadas por dermatite de contato são geralmente restritas ao local exposto, que no caso da Maria Eduarda, são as mãos. Ela tem se adaptado a viver com a doença.

Em Maringá, o Instituto de Identificação já atendeu outros casos parecidos de falha nas impressões digitais. Quando há amputação de braços, por exemplo, as digitais coletadas são dos dedos dos pés. Quem também tem dificuldades em tirar o RG são os moradores de rua. Segundo a direção do posto, há casos de corpos que não foram identificados no IML (Instituto Médico Legal) porque os cadáveres também não tinham impressões digitais.

Uma situação curiosa que a reportagem da CBN acompanhou no local é do Engenheiro Eletricista, Luis Augusto Luders Meza, que coletou as impressões digitais para enviar aos Estados Unidos. Ele precisa enviar o documento para conseguir o antecedente criminal de quando morou no exterior. A primeira coleta das digitais foi feita no Rio de Janeiro, mas o documento foi negado. Nessa segunda-feira, ele fez a coleta em Maringá e está confiante de que o procedimento dará certo.

No caso da estudante Maria Eduarda, o Instituto de Identificação forneceu um creme com ureia e orientou o uso para tentar recuperar as digitais e fazer o documento. A adolescente retornará ao local em agosto.

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