Supermercados vão 'isolar' setor de bebidas alcoólicas após 17h em Maringá
Imagem Ilustrativa/Pixabay/Domínio Público

Lei seca

Supermercados vão 'isolar' setor de bebidas alcoólicas após 17h em Maringá

Economia por Lethícia Conegero/GMC Online em 30/11/2020 - 20:53

A decisão atende ao novo decreto municipal, publicado nesta segunda-feira (30), que proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais a partir das 17h durante a semana e em tempo integral aos sábados e domingos. Supermercados podem funcionar até as 22h de segunda à sábado.

Ouça a reportagem:

A Prefeitura de Maringá publicou nesta segunda-feira (30), um novo decreto com medidas restritivas para tentar conter o avanço do novo coronavírus na cidade. O documento entra em vigor nessa terça-feira (1º). Entre outras medidas, o decreto proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais a partir das 17h durante a semana e em tempo integral aos sábados e domingos.

Na tarde desta segunda-feira, representantes da Apras, a Associação Paranaense dos Supermercados, se reuniram com a administração municipal em busca de flexibilização do decreto. A entidade sugeriu a possibilidade de vender bebidas alcoólicas quentes nesses estabelecimentos, mas não foi autorizado, de acordo com o presidente da Apras Regional de Maringá, Roberto Burci. [ouça no áudio acima]

Agora, os supermercados vão “isolar” os corredores de bebidas alcoólicas após as 17h e aos sábados, segundo Burci. [ouça no áudio acima]

A Apras irá se reunir novamente com a administração municipal nessa quinta-feira (3), para avaliar os dois primeiros dias do decreto em vigor.

A multa pelo descumprimento da “Lei Seca” é de R$ 10 mil para empresas e de R$ 1,5 mil para consumidores. Em caso de reincidência, a multa dobra e o estabelecimento pode ser interditado e até perder o alvará.

Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que “vários segmentos estão se manifestando. Mas o momento pede restrições, não há margem para flexibilizações. Precisamos reduzir circulação de pessoas e do vírus”.