Sindicalistas impedem saída de ônibus do terminal provisório, em Maringá

14/06/2019 / Atualizado em 25/10/2025 Por Luciana Peña
Sindicalistas impedem saída de ônibus do terminal provisório, em Maringá

Manifestantes contrários à reforma da Previdência fecharam com barreiras vários pontos das avenidas e ruas de acesso ao terminal de ônibus do transporte coletivo, no centro da cidade, na manhã desta sexta-feira (14). Vários sindicatos participam, a maioria representa servidores públicos. A empresa de transporte coletivo enviou funcionários para pontos estratégicos onde os passageiros estão sendo desembarcados. De lá os ônibus seguem rotas alternativas e evitam o centro onde se concentram os manifestantes. Marcos Padovani até conseguiu pegar o primeiro ônibus, mas para chegar ao trabalho teve que chamar um carro por aplicativo.

Policiais militares estão acompanhando a manifestação de perto. Nas mãos do tenente Rodrigo Walesko, a decisão judicial que impede o bloqueio de vias por onde passam os ônibus e de garagens. A decisão é dessa quinta-feira (13), do Tribunal Regional do Trabalho e impõe multa diária de 100 mil reais em caso de descumprimento.

Tenente Rodrigo Walesko

Muitos manifestantes que estão nas barreiras na Avenida Brasil não são de Maringá. A reportagem conversou com alguns deles e apurou que o grupo veio de Querência do Norte. Mas eles não dão entrevista. Só um deles conversou com a reportagem sem se identificar.

manifestante

O sindicalista Victor Molina disse que esses manifestantes são de movimentos sociais. A manifestação em todo o país é contra a reforma da Previdência, que eles alegam não ser a ideal.

Victor Molina

Houve um princípio de tumulto quando motoristas tentaram, com escolta da polícia, retirar um ônibus da garagem ao lado da Praça Raposo Tavares. Manifestantes acusaram um funcionário da TCCC de esvaziar um pneu. O funcionário disse, que ao contrário, estava colando a válvula que tinha sido retirada para evitar que o ar escapasse. Durante a manhã ônibus circularam pela cidade, mas no centro ainda havia ônibus parados e congestionamento. Os manifestantes se concentraram na travessa Júlio Mesquita e pelo menos três casos de furtos de celular foram registrados. Um deles da Carolina Fortes.

Carolina Fortes

Os manifestantes deixaram o centro da cidade por volta do meio dia