Janeiro é tradicionalmente um mês mais pesado nas contas. Além da fatura de dezembro, tem IPTU, IPVA… Mas tem também o volta às aulas. O movimento nas papelarias já começa este mês pensando no início do ano letivo em fevereiro.
A lista de materiais escolares é extensa e a conta pode ficar bem alta dependendo do estabelecimento. Por isso, pesquisar antes de comprar continua sendo a melhor forma de economizar. Essa é a orientação do Procon.
Em Maringá, o Procon divulgou uma pesquisa de preços e o resultado expressivas variações em itens básicos da lista escolar.
A régua plástica de 30 cm apresentou a maior variação percentual, chegando a 2.247%, com preços entre R$ 0,17 e R$ 3,99. Também foram registradas diferenças relevantes em produtos como a borracha branca pequena, com variação de 1.223,5%, e o estojo simples, que chegou a 844,20% de diferença entre estabelecimentos.
Quando considerada a marca dos produtos, o maior destaque foi o fichário universitário A4 com quatro argolas, que apresentou variação de 418,20%, sendo encontrado por valores entre R$ 12,14 e R$ 62,91. Itens de marcas conhecidas, como lápis de cor, canetinhas e cadernos, também apresentaram diferenças significativas de preços.
Entre as orientações, o Procon lembra que as escolas não podem exigir marcas específicas nem indicar lojas para a compra de materiais de uso individual. A escolha é sempre do consumidor. Outro ponto é que o material da lista não precisa ser comprado todo de uma vez. Os pais podem adquirir os itens conforme o uso ao longo das aulas. O Procon também alerta que a escola não pode cobrar taxas extras nem pedir materiais de uso coletivo, como explica a coordenadora do Procon Paraná, Claudia Silvano. [ouça o áudio acima]
O levantamento feito pelo Procon de Maringá analisou 94 produtos em 10 estabelecimentos comerciais. A pesquisa foi feita entre 6 a 13 de janeiro.
No site do Procon de Maringá tem o arquivo com a lista completa de itens com preços, marcas e nome dos estabelecimentos.