Força e Honra

Policiais presos em operação que investiga esquema de propina são soltos

29/06/2023 / Atualizado em 25/10/2025 Por Letícia Tristão
Policiais presos em operação que investiga esquema de propina são soltos
Foto: CNJ

Em mais um desdobramento da operação que investiga envolvimento de policiais rodoviários em um esquema de propina, agentes que estavam em prisão preventiva foram soltos. O Tribunal de Justiça entendeu que houve excesso no prazo e os acusados vão responder o processo em liberdade. 

O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a soltura de policiais rodoviários investigados pelo Ministério Público na Operação Força e Honra.

Respondem ao processo 19 acusados. Doze que ainda estavam presos foram soltos com a decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná Lidia Maejima.

Isso porque o prazo na duração da prisão preventiva dos réus se estendeu e o TJ PR entendeu que houve excesso. O advogado de defesa de alguns dos réus, Luciano Mazetto, explica. [ouça o áudio acima]

O processo está em fase de análise dos áudios que podem ou não comprovar o esquema.

Ainda de acordo com o advogado, a decisão do TJ se estende a todos os réus no processo. [ouça o áudio acima]

A Operação Força e Honra foi deflagrada pelo MP em 2021. Os agentes foram presos suspeitos de envolvimento em um esquema de pagamento de propina para liberação de cargas e desvio de mercadorias no noroeste do Paraná.

Na época, foram cumpridos mais de 50 mandados de busca e apreensão nas casas dos militares e em postos da Polícia Rodoviária Estadual em várias cidades da região, como Maringá, Cruzeiro do Oeste, Umuarama, Cianorte, Iporã.

Em nota, sobre a soltura dos agentes, o MP disse que: “O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) reitera a legalidade e regularidade dos procedimentos de investigação da Operação, que contaram com escutas de interceptação telefônica, autorizadas judicialmente, e que não se confundem com escutas ambientais – estas inexistentes no processo.”

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