Esporte

Maringá FC vence a Ferroviária e conquista a Série C

24/10/2026 / Atualizado em 25/10/2026 Por Felippe Gabriel
Maringá FC vence a Ferroviária e conquista a Série C
Foto: Fernando Teramatsu/MFC

O tricolor venceu a Ferroviária por 2 a 1, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, no jogo de volta da final neste sábado (24) e garantiu o título nacional com o placar agregado de 3 a 2.

Os gols foram marcados por Lucas Bonifácio e Camarão, para o Dogão, e Denilson, para a Ferroviária. O Maringá FC começou a partida fulminante e abriu dois gols de vantagem, mas viu a Ferrinha equilibrar a partida e diminuir na etapa final. No entanto, o time paulista não conseguiu chegar ao empate e ficou com o vice-campeonato. Com a taça, o Maringá FC chega a seu primeiro título nacional, após a conquista inédita do acesso à Série B de 2027. Além disso, garantiu a classificação direta para a terceira fase da Copa do Brasil da próxima temporada.

O Maringá FC começou fulminante e abriu o placar logo aos 3’. Negueba cobrou escanteio, Ronald ganhou no alto e encontrou Bonifácio dentro da área. O volante girou e bateu sem chances para Denis Junior. Caíque, antes do gol, e Adeílson, em seguida, também tiveram boas chances de marcar.

Aos 7’, o jogo parecia que seria alucinante. O árbitro marcou pênalti para a Ferroviária, após empurrão de Paulinho em Ricardinho, que foi lançado ao ataque. Após checagem do VAR, o árbitro não viu falta no lance e cancelou a penalidade.

Com muita intensidade, o Maringá FC seguiu em busca de matar o jogo e chegou novamente ao gol aos 11’, com Camarão, que também marcou no jogo de ida. Bonifácio deu belo passe na profundidade para Jhow, que cruzou para dentro da área e encontrou Camarão entre os zagueiros para marcar com a coxa.

A Ferroviária ensaiou alguns ataques, mas o Dogão chegou novamente e acertou a trave de Denis Junior com Bonifácio, aos 21’.

O jogo abaixo do time paulista fez o técnico Rogério Corrêa fazer duas substituições antes dos 30 minutos de jogo. Carlão e Ricardinho deram lugar a Guilherme Ferreira e Arthur Schilling. Com as trocas, a Ferroviária passou a ter mais posse e volume de jogo e estancou a intensidade do Maringá FC, que passou a pressionar menos já com o bom resultado. Nos minutos finais, a Ferrinha teve mais chances, principalmente com Vitor Barreto e Albano, que pararam em Guilherme Neto. O goleiro fez ótimas defesas e manteve a sua meta zerada.

A sensação era de que a Ferroviária tinha condições de buscar o resultado no segundo tempo, por conta do bom final de primeiro tempo que fez. Mas quem começou a etapa final acelerando foi o Maringá FC. Adeílson teve boa chance dentro da área e Negueba arriscou de longe e viu Denis Junior fazer ótima defesa.

A Ferroviária continuou com mais posse e tentava chegar na área. O jogo começou a ficar mais truncado e faltoso e três jogadores da linha defensiva do Maringá FC foram amarelados. Até os 35 minutos, a partida perdeu ritmo e as equipes não criaram grandes chances. A Ferroviária fez substituições ofensivas, enquanto o Dogão fechou o time, principalmente com a entrada de Travassos no lugar de Thiago Rosa. A reação afeana apareceu aos 37’. Schilling ganhou de Gabriel Souza na linha de fundo, tocou para Fau, que rolou para Denilson na marca do pênalti. O centroavante mandou direto, sem chances para Neto, e diminuiu para a Ferroviária. Após o gol, somente a Ferroviária atacou e o Maringá FC passou a se fechar para assegurar o resultado. O árbitro deu nove minutos de acréscimos e a melhor chance da Ferrinha veio aos 49’, quando Zé Vitor ganhou no alto, mas Maranhão não alcançou a bola.

Ainda deu tempo de Adeílson finalizar de longe e ver Denis Junior fazer linda defesa. Nos instantes finais, a Ferroviária pressionou muito, mas a defesa do Maringá FC segurou o resultado e garantiu o título nacional. No apito final, os dois times protagonizaram cenas lamentáveis, com socos, empurrões, chutes, voadoras e tudo o que uma briga tem direito. Apesar da intensidade, a briga não durou muito tempo e o Maringá pôde comemorar o título com os torcedores que viajaram ao interior paulista.