Loja é condenada a pagar indenização a funcionário por racismo, homofobia e posicionamento político

28/11/2024 / Atualizado em 25/10/2025 Por Luciana Peña
Loja é condenada a pagar indenização a funcionário por racismo, homofobia e posicionamento político

A Justiça do Trabalho condenou uma loja de Umuarama a pagar indenização a um funcionário por causa do comentário de uma gerente da empresa.

Segundo o processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), numa reunião de trabalho, às vésperas das eleições de 2022, o funcionário defendeu um determinado candidato.

E a gerente disse que por ser preto, pobre e gay, não era condizente ele votar no candidato que escolheu à Presidência da República. 

A fala foi testemunhada por colegas de trabalho.

O valor da indenização é de R$ 5 mil.

O funcionário ajuizou a ação assim que se desligou da empresa em 2023.

A loja alegou que não havia provas, mas o processo trouxe o relato das testemunhas.

Uma delas afirmou que encorajou o trabalhador a procurar o setor de Recursos Humanos. 

Na decisão, o juízo afirmou que: “O mínimo que se exigia no ambiente de trabalho é respeito e urbanidade. (…) O dever de observância aos direitos fundamentais do trabalhador é inerente ao contrato de trabalho”.

Para a Justiça, o caso também configura um desrespeito à diversidade de pensamento e à liberdade de expressão.

Cabe recurso da decisão.

O nome da loja e da gerente não foram divulgados.