Paraná
PC cumpre mandado em Maringá em operação que apura fraude na Prova Paraná
A Polícia Civil do Paraná cumpriu esta semana sete mandados de busca e apreensão numa operação para desarticular um grupo suspeito de fraudar concursos de interesse público.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.
A investigação teve início após a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) descobrir indícios de fraude na “Prova Paraná Mais 2025”.
A Prova Paraná é utilizada para ingresso em universidades públicas, dentro do programa Aprova Paraná Universidades.
De acordo com a investigação, sete alunos obtiveram aprovação de forma irregular em cursos de alta concorrência.
Entre os investigados, cinco ingressaram no curso de Medicina em universidades estaduais, entre elas a UEL, a UEM e a UEPG.
O esquema envolveu estudantes de uma escola estadual de Tapejara.
A fiscal responsável pela aplicação da prova na sala também é investigada.
Ela é suspeita de facilitar ou se omitir durante a realização do exame.
Nesta quarta-feira (25), o caso será detalhado em coletiva de imprensa, em Curitiba.
(Atualizado às 11h52): A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) se manifestou por meio de nota. Leia na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informa que, após a coordenação de avaliação do Departamento de Acompanhamento Pedagógico analisar os resultados da Prova Paraná Mais — avaliação do programa Aprova Paraná Universidades, que garante o acesso de estudantes da rede estadual ao ensino superior público — identificou e passou a suspeitar de situações fora do padrão. Em uma mesma turma, alunos apresentaram pontuações excepcionais e muito próximas entre si, com mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas desempenho bem abaixo da média na redação. Ao comparar esses resultados com o histórico escolar desses estudantes, foi possível verificar que esses resultados não são compatíveis com as notas e o rendimento apresentados ao longo dos anos.
O caso é tratado como isolado e foge ao padrão observado no desempenho médio da escola.
Diante dos indícios, a Secretaria agiu de forma imediata. O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, entrou em contato com o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, solicitando a abertura de investigação e a adoção das providências cabíveis.
Durante as investigações conduzidas pela PCPR, foi constatado que dois candidatos utilizaram telefones celulares de forma oculta nos dois dias de prova. Eles pesquisaram respostas e as repassaram aos demais envolvidos por meio de anotações. Além dos alunos, a fiscal responsável pela aplicação da prova na sala também é alvo das investigações e das medidas de busca, sob suspeita de facilitar ou se omitir durante a realização do exame.
O programa é conduzido com base em critérios técnicos e conta com mecanismos de verificação que asseguram a confiabilidade dos resultados e a integridade do processo.
A Seed-PR informa que eventuais situações que contrariem as regras estabelecidas serão tratadas com a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.
A Secretaria reafirma seu compromisso com a lisura, a transparência e a credibilidade do Aprova Paraná Universidades e destaca que não haverá flexibilização diante de condutas que comprometam a igualdade de condições entre os estudantes.
A Seed-PR seguirá acompanhando o caso e colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, reforçando que a apuração dos fatos está sob responsabilidade dos órgãos competentes.”
Imagem Ilustrativa | Foto: Fabio Dias/EPR