Empresária monta “logística” para salvar seringueira que faz parte da memória afetiva da família

28/07/2025 / Atualizado em 24/10/2025 Por Luciana Peña
Empresária monta “logística” para salvar seringueira que faz parte da memória afetiva da família

A árvore centenária caiu e a moradora de Apucarana contratou um guindaste para levar o tronco e as raízes até a chácara da família, onde Esperança foi replantada. E a árvore está “brotando” novamente.

Durante décadas, a seringueira foi uma referência no cemitério de Apucarana.

Os visitantes tinham sombra para descansar e as crianças brincavam nas gigantescas raízes da árvore.

É como se a seringueira abraçasse com seu tronco e suas raízes quem dela se aproximasse.

E é essa memória que a empresária Joselene Irmer tem da seringueira.

Um dia, por falta de manutenção e descuido com as raízes, a seringueira do cemitério de Apucarana caiu.

E o pessoal da limpeza pública começou a cortar os galhos e transformar a velha árvore em pedaços de madeira para lenha.

Joselene chegou a pegar alguns galhos para guardar de recordação, mas não suportou a ideia de ver a seringueira descartada e pediu à Prefeitura o tronco e as raízes. [ouça o áudio]

A ideia de Joselene era replantar a seringueira na chácara da família. Teve início uma operação logística para o transporte da árvore. A empresária contratou dois guindastes, um caminhão e uma escavadeira. A árvore pesou 25 toneladas. [ouça o áudio]

E não é que a seringueira brotou? Com raízes de quatro metros de profundidade, a árvore ganhou o nome de Esperança. E pequenos brotos nasceram nos tocos do tronco podado. [ouça o áudio]

A empresária gastou cerca de R$ 10 mil reais para transportar e replantar a árvore. Na chácara da família Irmer, não falta espaço para as raízes de Esperança.