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Descarbonização no campo: Syngenta e Usina Santa Terezinha realizam operação com CBIOs para aquisição de tecnologias agrícolas

6/11/2026 / Atualizado em 6/11/2026 Por Luciana Peña
Descarbonização no campo: Syngenta e Usina Santa Terezinha realizam operação com CBIOs para aquisição de tecnologias agrícolas
Foto: Divulgação.

Transação equivalente a mais de R$ 300 mil conecta créditos de carbono gerados pela produção de biocombustíveis aos investimentos em soluções inovadoras no agro

A Syngenta, líder global em inovação agrícola, e Usina Santa Terezinha, de Maringá (PR) e uma das maiores empresas de bioenergia do País, concluíram uma operação pioneira envolvendo Créditos de Descarbonização (CBIOs). A transação foi destinada à aquisição de insumos químicos e biológicos para a proteção de cultivos destinados à produção de cana-de-açúcar, conectando produção de biocombustíveis, geração de créditos ambientais e investimento em tecnologias para o campo. No total, a movimentação correspondeu a R$ 370 mil em pedidos.

Esse modelo funciona por meio de um Acordo Operacional de Modalidade CBIOs que tem como foco a comercialização de tecnologias inovadoras para proteção de cultivos. Esses créditos são negociados em bolsa, emitidos por produtores de biocombustíveis proporcionalmente à quantidade de emissões que eles evitam em comparação aos combustíveis fósseis. Cada título equivale a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ir para a atmosfera. Na parceria entre a gigante agrícola e a usina, cada transação é detalhada em um termo de adesão específico, no qual se definem as condições comerciais e o volume de créditos a serem liquidados para aportar na aquisição de produtos da Syngenta.

O modelo demonstra como as metas e mecanismos da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) podem ser traduzidos em decisões operacionais práticas. Sob essa dinâmica, a comercialização dos créditos gerados pela produção de combustível renovável passa a financiar diretamente soluções sustentáveis para a própria lavoura, criando um ciclo contínuo de inovação e eficiência ambiental.

Segundo Henrique Franco, Diretor Comercial para cana-de-açúcar na Syngenta, o objetivo da parceria está em integrar as tecnologias de proteção de cultivos com os incentivos de descarbonização, promovendo o uso de soluções inovadoras para potencializar o ciclo sustentável da cana. “Esta foi a primeira negociação com CBIOs realizada pela Syngenta no setor canavieiro e representa um passo importante na construção de conexões entre a produção de biocombustíveis, a agricultura e a agenda de descarbonização. Ao viabilizar a aquisição de inovações agrícolas por meio de CBIOs, demonstramos como a eficiência ambiental pode ser transformada em investimento aplicado à produção”, afirma o executivo.

De acordo com o Coordenador de Sustentabilidade da Syngenta, Gabriel Moura, a iniciativa atua na aproximação entre a produção de biocombustíveis, a geração de créditos ambientais e o investimento em tecnologias para o campo. “Ao utilizar CBIOs como uma modalidade de pagamento, estamos reforçando a importância de instrumentos financeiros na transição para uma economia de baixo carbono, abrindo oportunidade para novas discussões sobre o uso estratégico desse tipo de crédito no setor”, explica.

Inovação na cultura da cana-de-açúcar

Além da dimensão financeira, a iniciativa leva a estratégia de diferenciação no setor, como pontuado por Leandro Boncompagni, Gerente de Marketing e Culturas da Syngenta. “Estamos vivenciando uma nova era na cultura da cana-de-açúcar, marcada por grandes lançamentos e inovações constantes. Nesse cenário, a modalidade de CBIOs atua como um verdadeiro catalisador, acelerando a adoção e a difusão dessas novidades”.

Para Paulo Meneguetti, Diretor Presidente da Usina Santa Terezinha, a parceria abre frentes estratégicas na gestão de seus ativos. “Os CBIOs materializam, em valor econômico, parte dos resultados ambientais alcançados na produção de biocombustíveis. Essa parceria amplia as possibilidades de utilização desse ativo ao permitir que os créditos gerados pela nossa operação sejam convertidos em investimento na própria atividade agrícola, por meio da aquisição de tecnologias e insumos para a produção de cana-de-açúcar. É uma dinâmica que conecta eficiência ambiental, inovação e geração de valor, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento e a consolidação do mercado de CBIOs”, destaca.

Ao demonstrar a viabilidade prática deste modelo com CBIOs, as empresas visam estimular um novo olhar sobre o uso estratégico dos créditos em toda a cadeia de combustíveis renováveis, alcançando tanto produtores de etanol de cana-de-açúcar quanto de milho. “A integração entre o mercado de capitais ambientais e o suprimento agrícola reforça como a inovação pode impulsionar a transição rumo a uma economia de baixo carbono no agronegócio. A Syngenta tem como propósito levar inovações disruptivas aos agricultores, em todos os campos. Essa novidade é um grande exemplo dessa nossa missão”, celebra Franco.

Sobre a Usina Santa Terezinha

A Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda. foi fundada em 1964 e é uma empresa brasileira de capital fechado com negócios no setor sucroenergético, presente no Paraná e Mato Grosso do Sul. A história da companhia iniciou no município de Maringá (PR), onde está instalada a primeira Unidade Produtiva, a sede corporativa e o terminal logístico da Empresa. Hoje, a empresa conta com sete unidades produtivas, localizadas em Maringá, Paranacity, Terra Rica, Rondon, Cidade Gaúcha, Ivaté e Tapejara produzindo e comercializando açúcar VHP, etanol (anidro e hidratado) e bioeletricidade, além de uma biofábrica de mudas pré-brotadas em São Tomé e um terminal rodoferroviário de fertilizantes em Paranaguá. A Usina Santa Terezinha tem em seu quadro mais de 8 mil pessoas distribuídas em 35 municípios dos dois estados, mantendo-se assim como uma das maiores empresas do segmento de açúcar e etanol da região Sul do Brasil, com operações agroindustriais alinhadas aos indicadores de Sustentabilidade. Desde 2011, a empresa é signatária, de forma voluntária, do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas), firmando-se compromissos com a Agenda 2030 da ONU e que podem ser consultados em seus Relatórios de Sustentabilidade publicados desde 2012. São mais de 10 anos de evolução em sua jornada ESG e que pode ser acompanhada, de forma pública, no site e redes sociais da empresa pelos seus stakeholders.