Crime na Petrônio Portela foi execução, diz polícia
Foto: Imagem Ilustrativa/Arquivo/AEN

Segurança

Crime na Petrônio Portela foi execução, diz polícia

Segurança por Luciana Peña em 06/12/2021 - 11:08

O jovem assassinado tem passagens pela polícia pelo crime de tráfico de drogas. Outros três jovens que não tinham nada a ver com a vítima foram baleados. A aglomeração na Petrônio Portela é um problema antigo que  gera muitos debates. Afinal, a polícia deve reprimir os jovens que se aglomeram em vias públicas para beber durante a madrugada? O que a sociedade quer?

Na madrugada de sábado (4), o que se temia aconteceu. Um jovem foi morto em meio à aglomeração na Avenida Petrônio Portela, em Maringá. Uma aglomeração que reúne centenas de pessoas, principalmente jovens universitários, que invade calçadas e vias públicas, nos fins de semana.

A polícia civil está investigando o caso, mas já sabe que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas. O crime foi uma execução, diz o delegado de homicídios Diego Freitas. [ouça o áudio acima]

O caso alerta para o risco dessa aglomeração em via pública. O disparo de arma de fogo, em meio a tanta gente, podia ter sido ainda mais grave. [ouça o áudio acima]

Um debate ganhou as redes sociais no fim de semana e envolveu autoridades policiais. Afinal, a polícia deve agir para evitar essas aglomerações de jovens que tiram o sossego de tantos moradores da cidade? E como agir? Há amparo legal?

No ano passado foi aprovada uma lei que proíbe o consumo de bebida alcoólica em vias públicas de Maringá das 22h às 5h. Mas pelo jeito a lei não saiu do papel.

Um dos autores da lei, o presidente da Câmara Mário Hossokawa, diz que a lei foi elaborada ouvindo as forças de segurança. [ouça o áudio acima]

O vereador Luiz Cláudio Alves, que também é delegado da Polícia Civil, diz que chegou a hora da sociedade decidir como quer que a polícia aja. [ouça o áudio acima]

A Secretaria de Segurança Pública de Maringá não irá se pronunciar sobre o caso.

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