Cilindros de oxigênio do Samu são usados em pacientes na sala de observação

29/05/2021 / Atualizado em 24/10/2025 Por Luciana Peña
Cilindros de oxigênio do Samu são usados em pacientes na sala de observação

Na noite dessa sexta-feira (28), o número de bicos de oxigênio na sala de observação da UPA Zona Sul em Maringá não foi suficiente para o volume de pacientes que buscaram atendimento. O Serviço Móvel de Urgência emprestou cilindros portáteis. Com hospitais fechados para sintomas respiratórios  em Maringá e região, o movimento nas UPAs aumentou. 

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra funcionários do Samu chegando à UPA Zona Sul, em Maringá, com um carregamento de cilindros de oxigênio. Nas imagens, uma pessoa diz que acabou o oxigênio. [ouça o áudio acima]

O secretário de Saúde de Maringá, Marcelo Puzzi, nega que tenha faltado oxigênio no complexo do Hospital Municipal e UPA Zona Sul, que possuem juntos um reservatório com mais de 20 mil metros cúbicos de oxigênio.

Mas o que ocorreu na noite dessa sexta-feira é um reflexo do agravamento da pandemia, com o aumento de pacientes jovens.

Segundo Puzzi, o número de pacientes que procuraram a UPA com sintomas respiratórios foi tão grande que os bicos de oxigênio na sala de observação onde ficam esses pacientes foi insuficiente.

Por isso, foi preciso recorrer a cilindros, trazidos pelo Samu, que faz parte do mesmo sistema de atendimento. [ouça o áudio acima]

Das 8h às 17h dessa sexta-feira (28), foram atendidos 600 pacientes nas UPAs Zona Sul e Quebec, porta de entrada para sintomas respiratórios. No período da noite, mais 300 pacientes devem ter sido atendidos. O secretário diz que esse aumento é reflexo também do fechamento de outros hospitais em Maringá e região. [ouça o áudio acima]

O secretário disse que a maioria dos pacientes são colocados em oxigênio para dar um conforto respiratório. Não significa que todos cheguem em estado muito grave, sem conseguir respirar direito.