Brasil ainda está na primeira onda da pandemia, diz infectologista
Marcelo Burattini foi um dos convidados da mesa redonda "Saúde em tempos de pandemia”promovido pela Acim na noite dessa quarta-feira (7) | Foto: Reprodução/Acim

Dia Mundial da Saúde

Brasil ainda está na primeira onda da pandemia, diz infectologista

Saúde por Luciana Peña em 08/04/2021 - 09:50

Marcelo Burattini foi um dos convidados da mesa redonda "Saúde em tempos de pandemia” promovida pela Acim na noite dessa quarta-feira (7), no Dia Mundial da Saúde. O infectologista reforçou a importância dos comportamentos individuais: uso de máscara, distanciamento social e lavagem das mãos.  Medidas que, neste momento,  produzem mais efeito do que os curtos ‘lockdowns’. A oncologista e imunologista Nise Yamaguchi também participou da mesa redonda e alertou sobre as sequelas da Covid-19. 

A mesa redonda “Saúde em tempos de pandemia” foi realizada na noite dessa quarta-feira (7), Dia Mundial da Saúde. O evento online foi promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá e transmitido no canal do Youtube da CBN Maringá.

Na abertura, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga falou sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 e sobre a estrutura que o Brasil possui para a campanha de imunização. [ouça o áudio acima]

Os especialistas convidados foram a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi, que é nascida em Maringá e foi cogitada para o Ministério da Saúde em 2020 e o infectologista Marcelo Burattini.

Vários temas foram tratados. Nise Yamaguchi alertou sobre as sequelas em pacientes que tiveram casos graves de Covid-19. [ouça o áudio acima]

A médica também falou sobre os tratamentos mais promissores que estão sendo estudados pela ciência. [ouça o áudio acima]

E elogiou o resultado do tratamento profilático divulgado em Chapecó. O prefeito da cidade catarinense assumiu o governo este ano e diz em fevereiro o número de casos ativos de coronavírus estava em 5 mil e 500 e nessa quarta-feira (7), havia caído para 569. [ouça o áudio acima]

Mas para o infectologista Marcelo Burattini, o discurso do tratamento precoce faz a população relaxar com os cuidados individuais: uso de máscara, lavagem de mãos e distanciamento social. Segundo o médico, falta ao país uma orientação e convencimento nacional sobre essas medidas, que podem frear o ritmo da pandemia, medidas que são mais eficazes do que os curtos 'lockdowns', o conhecido abre e fecha. [ouça o áudio acima]

O médico diz que o Brasil ainda está na primeira onda da pandemia e a vacinação pode seguir inclusive em 2022. Até lá as medidas de cuidados individuais não podem ser abandonadas. [ouça o áudio acima]

A mesa redonda “Saúde em tempos de pandemia” teve o apoio do GMC - Grupo Maringá de Comunicação.