UEM estima que 20 bolsas devam ser atingidas com nova decisão da Capes
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UEM estima que 20 bolsas devam ser atingidas com nova decisão da Capes

Por Victor Simião em 03/09/2019 - 16:21

Agência nacional anunciou o corte de mais de 5 mil em todo o Brasil. É a terceira decisão que atinge a instituição em relação aos bolsas em 2019.

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A Universidade Estadual de Maringá estima que 20 bolsas devam ser cortadas até o fim deste mês. São aquelas financiadas pela Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A fundação, ligada ao Ministério da Educação, anunciou o corte de cinco mil bolsas nessa segunda-feira (02) devido a dificuldades orçamentárias. A UEM foi notificada na manhã desta terça-feira (03).

A universidade estima o corte porque nenhuma bolsa de fato foi retirada ainda. O que deve acontecer é que as bolsas que forem liberadas por conta do término das pesquisas vigentes na pós-graduação não serão repassadas.

Esta é a segunda decisão da Capes envolvendo cortes. A primeira, no primeiro semestre do ano, tirou 12 bolsas de pós- graduação da UEM. A fundação também anunciou que cortaria outras 25 ao longo do ano devido ao conceito baixo de alguns programas.

No mês passado, o CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, cortou seis bolsas da universidade: três de iniciação científica e três no doutorado em física. Em todo o Brasil foram 4.500 cortes de bolsas do CNPq, e a justificativa foi orçamentária.

Atualmente a UEM tem 56 programas de pós-graduação, entre mestrado e doutorado – e oferta em torno de 700 bolsas (número que varia).

Os valores pagos são R$ 400 para iniciação científica, R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado.

O Diretor de Pesquisa da UEM, professor Luiz Cótica, disse que ainda tudo é muito nebuloso quanto à decisão. Mas a estimativa é que neste mês a instituição deixe de ofertar 20 bolsas.

Corte de bolsas não é o mesmo que corte de vagas. A questão é que, para muitos pesquisadores, não ter auxilio inviabiliza o trabalho. E aí a universidade teme perder projetos por falta de interesse dos novos cientistas.

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