Oito policiais militares são presos na 'Operação Capital'
Foto: Polícia Federal

Investigação

Oito policiais militares são presos na 'Operação Capital'

Segurança por Victor Ramalho em 09/06/2022 - 16:33

De acordo com a Polícia Federal, todos os presos são da cidade de Guaíra. A 'Operação Capital' foi desencadeada nesta quinta-feira (9) para desarticular uma quadrilha especializada no contrabando de mercadorias do Paraguai. 53 mandados de prisão preventiva foram cumpridos em cidades da região noroeste do Paraná.

Atualizado às 17h27 para acréscimo de informações.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) uma operação para desarticular uma organização criminosa que movimentava quase R$ 3,8 milhões por noite em mercadorias contrabandeadas. O grupo atuava no transporte de cigarros contrabandeados na região de Guaíra, na fronteira do Paraná com o Paraguai.

A 'Operação Capital' mobilizou 400 policiais federais no cumprimento de 162 mandados em cidades da região noroeste do Paraná. De acordo com a PF, foram expedidos 96 mandados de busca e apreensão e 65 mandados de prisão preventiva. Entre os 65 mandados de prisão, 53 deles foram cumpridos nas cidades de Altônia, Cafezal do Sul, Francisco Alves, Guaíra, Iporã, Oliveira Castro, Terra Roxa e Umuarama, no Paraná, além de um mandado em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Os mandados judiciais foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra.

O primeiro balanço da operação foi divulgado na tarde desta quinta-feira (9), pela Polícia Federal de Curitiba. De acordo com o balanço, oito policiais militares de Guaíra foram presos e afastados de suas funções por suspeita de envolvimento no esquema. A operação apreendeu ainda 21 veículos, uma lancha, um caminhão e dois tratores. Não foram informadas as cidades em que os bens foram apreendidos.

Foram sete meses de investigação. De acordo com a PF, a organização criminosa chegou a movimentar até 750.000 maços de cigarros em apenas uma noite, o que em valor de mercado corresponde a aproximadamente R$ 3,7 milhões.

A Justiça determinou ainda o sequestro de 31 bens imóveis e o bloqueio de contas em nome dos chefes da organização. As investigações apontam para pelo menos 100 integrantes no grupo criminoso, a maioria formada por “olheiros” que alertavam os criminosos sobre a movimentação policial na região. Além dos chefes, pilotos e outros integrantes que atuavam na logística do crime foram identificados.

Ainda de acordo com as investigações da PF, policiais militares recebiam propina para facilitar as atividades dos criminosos, fazendo “vista grossa” e informando sobre atuação dos policiais.

Os investigados responderão pela prática de crimes de contrabando, participação em organização criminosa e corrupção ativa e passiva, cujas penas, se somadas, podem passar de 25 anos de prisão.