Ocupação de leitos de UTI na macrorregião noroeste chega a 100%, diz 15ª Regional de Saúde
Imagem ilustrativa/foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Colapso

Ocupação de leitos de UTI na macrorregião noroeste chega a 100%, diz 15ª Regional de Saúde

Saúde por Fabio Guillen/GMC Online em 24/02/2021 - 16:50

A ocupação de leitos de UTI para Covid-19 na macrorregião noroeste do Paraná chegou a 100%, segundo informações do diretor da 15ª Regional de Saúde, Ederlei Alkamim, na tarde desta quarta-feira (24). “É o pior momento da pandemia”, disse Alkamim em entrevista ao GMC Online. 

A macrorregião noroeste é formada por 115 cidades. Ao todo são 154 leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) para Covid-19. Destes, 141 estão ocupados na tarde desta quarta-feira (24) e somente 13 estão disponíveis. A 15ª Regional de Saúde considera como ocupação de 100% por conta da grande quantidade de pessoas internadas na enfermaria que podem precisar desses leitos de UTI ainda esta semana. 

Na enfermaria são, ao todo, 221 leitos na macrorregião noroeste. Destes, 165 estão ocupados e 56 estão disponíveis. A ocupação de leitos de enfermaria chegou a 84%. Segundo Alkamim, o sistema de saúde público está perto de um colapso. 

“Muito preocupante. Quando a gente fala de ocupação de 90% de leitos de UTI nós consideramos isso 100% porque é a soma de todos os prestadores. Nós temos 13 leitos disponíveis, mas eu tenho uma enfermaria ocupada em 80%. Tem lá 50, 60 pessoas internadas que vão subir para esse leito (UTI). Então isso nos preocupa muito. Estamos chegando no limite do atendimento para essas pessoas”, disse Ederlei Alkamim. 

Os gestores da saúde estão correndo contra o tempo para tentar criar mais leitos de UTI na região, mas não há previsão de novos leitos por conta da dificuldade de contratar profissionais da saúde especializados para UTI nesse momento. Enquanto isso, pacientes estão sendo transferidos para hospitais das regiões norte e oeste do Paraná, que também estão perto do limite máximo de ocupação. Segundo Alkamim, é o pior momento da pandemia. 

“Nós nunca tivemos tamanha evolução da doença nesses 11 meses. É o pior momento da pandemia. Momento onde temos uma variante possivelmente. Não foi ainda constatada laboratorialmente, mas a gente vê clinicamente jovens indo para dentro da enfermaria, jovens indo para dentro de UTI e isso mostra que mudou, a doença mudou. Isso nos preocupa porque a velocidade de contaminação é maior, as pessoas estão cansadas do distanciamento e as atividades econômicas estão aí em 100% quase. É muito preocupante”, disse. 

Decreto padrão para as 30 cidades da Amusep proibiu aluguel de chácaras para festas

Um decreto publicado pelos 30 prefeitos da Associação dos Municípios da região do Setentrião Paranaense (Amusep) nesta semana proibiu o aluguel de chácaras para festas. Os prefeitos se reuniram e entenderam que as festas clandestinas na região de Maringá estão provocando um problema sério de saúde. 

O número de pessoas infectadas nas festas clandestinas é grande, segundo os gestores. O decreto está em vigor e segue os mesmos parâmetros do decreto atual de Maringá. A expectativa é de que os números de infecções e internações reduzam com o cumprimento das novas medidas restritivas.

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