O que pedem os prefeitos na Marcha a Brasília?
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O Assunto é Política

O que pedem os prefeitos na Marcha a Brasília?

Por Diniz Neto em 08/04/2019 - 09:59
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PREFEITOS EM BRASÍLIA

O Paraná terá seu maior público de prefeitos de todas as 22 edições da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que será promovida no Centro Internacional de Convenções de Brasília entre 8 e 12 de abril. Até hoje à tarde (dia 5), 232 gestores municipais do Estado (58% dos 399) confirmaram presença no encontro. Em todo o Brasil, já são 2993 inscritos e 7633 participantes confirmados.

A comitiva do Paraná será liderada pelo presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Coronel Vivida, Frank Schiavini, que na última terça-feira (dia 2) conduziu reunião com gestores municipais do Estado, em Curitiba, para debater a pauta da marcha.

Entre outras reivindicações, os prefeitos do Estado querem que as emendas dos senadores ao Orçamento sejam destinadas a consórcios de saúde, pedem alteração da Lei de Licitações para que as prefeituras tenham mais flexibilidade na dispensa de licitações em situações de emergência, defendem a construção de uma nova relação com o Congresso Nacional e, ainda, a liberação de recursos destinados pelos programas federais à assistência social.

Bolsonaro na abertura - A XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios será aberta pelo presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), Glademir Aroldi, e terá as presenças dos presidentes Jair Bolsonaro, da República; do Senado, Davi Alcolumbre; da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; do STF (Supremo Tribunal Federal, Dias Toffolli; e do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro José Mucio Monteiro.

Outros temas que serão debatidos em Brasília: o programa Mais Médicos, o novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), novas regras de licitações (previstas no projeto de lei 6814/17), a reforma tributária, normas de consórcios (projetos de lei 2542/15 e 2543/15) e teto de gastos públicos, ampliação do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), regulamentação da Lei Kandir e atualização de programas federais.

 DEPUTADOS E SENADORES DO PSL LIDERAM REDES SOCIAIS

Os deputados e senadores do Partido Social Liberal (PSL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, foram os que mais interagiram nas redes sociais em fevereiro e março. De acordo com a pesquisa da FSB Influência Congresso, os parlamentares respondem por 42,6% do total de interações feitas por todos os congressistas nas redes.

Segundo o levantamento, a liderança do PSL é isolada: em segundo lugar está o PSOL, com 9,9%, e PT, com 9,7%.

A pesquisa levou em consideração o número de curtidas, comentários e compartilhamentos dos parlamentares. Os representantes do PSL tiveram ao todo 203,8 milhões de interações.

 Ainda segundo a pesquisa, a parlamentar mais influente foi a deputada federal Joice Hasselmann, de São Paulo, que é líder do governo na Câmara. Em seguida vem Eduardo Bolsonaro, também de São Paulo, filho do presidente Jair Bolsonaro.

O congressista Sargento Fahur (PSD-PR) aparece em terceiro lugar nas pesquisas. Mesmo não sendo do partido do presidente, Fahur é um de seus maiores defensores na Câmara.

Kim Kataguiri (DEM-SP) aparece em quarto lugar, seguido por Marco Feliciano (Pode-SP) e Carla Zambelli (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

 TÁBATA, JOVEM E MULHER NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Está estreando nesta segunda-feira, na Folha de São Paulo, coluna da deputada federal Tábata Amaral, do PDT. Ela tem 24 anos, viveu na periferia da capital paulista (Vila Missionária – Cidade Ademar) e se formou em Harvard, em Ciência Política com especialização em Astrofísica.  Estudou nos EUA graças a bolsas de estudos das fundações Estudar e Lemann.

No ano passado, 2018, foi a sexta-mais votada em São Paulo para a Câmara dos Deputados, recebendo 264.450 votos. A coluna, que será um espaço a mais para ela revelar a sua experiência na política, será quinzenal, na seção Cotidiano.

Os seus dois primeiros meses como deputada federal foram desafiadores. Ela conta que várias vezes foi barrada na entrada da Câmara dos Deputados e questionada de como conseguiu o seu pin de deputada federal. Ela conta, ainda, que todos os dias ela é lembrada de que “a Câmara não um lugar para uma mulher jovem”.

Tábata e tornou muito mais conhecida e chegou ao topo das redes sociais e noticiários a partir do embate que teve com o ministro da Educação Ricardo Veléz Rodríguez, em audiência na Câmara. O vídeo em que Tábata exige projetos concretos do ministro, e não "uma lista de desejos", viralizou.

Junto com a repercussão da bronca vieram os elogios e os ataques "de direita e esquerda", segundo ela. 

O seu posicionamento, ele conta, será o de “levantar a cabeça acima da água e falar ‘beleza, vocês não estão conseguindo me rotular’”.

Tábata pretende se posicionar contra a polarização ideológica diante de questões essenciais ao

País. "Vamos tentar tirar os rótulos, sair fora da caixinha, abrir a cabeça e falar: 'vamos pensar que não existe esquerda e direita, não existe PT e PSL'. Vamos pensar qual Brasil a gente quer, quais são os desafios."

O bairro no extremo sul da capital foi o lugar que ela escolheu para estacionar, pela primeira vez, seu "gabinete itinerante", um trailer que pretende usar para rodar o estado de São Paulo para "aproximar a política das pessoas". "Por ser alguém que cresceu sem saber que uma pessoa como eu poderia estar na política é muito importante pensar diariamente no mandato além de Brasília. Não basta se fechar aqui e achar que o mundo é isso."

 DECISÕES SE INTENSIFICAM, ATIVIDADES COMEÇAM

As definições sobre comandos partidários vão se intensificando.

Particularmente eu esperava que estivessem mais adiantadas, nos municípios.

Esperava, por exemplo, que o Partido Verde já tivesse definido seu quadro em Maringá, onde tem um deputado estadual, o soldado Adriano, e espaço para crescer. Mas parece que vai aguardar as definições dos seus filiados, como o vice-prefeito Edson Scabora e Ederlei Alckamin. Os vereadores Jean Marques e professor Niero não tem como trocar agora de partido, por falta de janela. Portanto a mudança completa do grupo original do PV e o destino dos seus membros deve levar, ainda, alguns meses.

O MDB deve ter uma comissão executiva em breve. O partido quer ser protagonista no ano que vem, nas eleições municipais de Maringá. O plano é ter candidato a prefeito ou estar em chapa majoritária, com candidato a vice-prefeito e fazer pelo menos dois vereadores.

O anúncio da nova executiva parece estar próximo.

Em Maringá o Democratas também deverá ter uma nova direção. O novo presidente deverá ser José Luiz Bovo, pré-candidato a prefeito.

Outros pré-candidatos, com comandos partidários, estão realizam reuniões com filiados e públicas. É o caso de Rogério Calazans, do PRB, e de Eliseu Fortes, do Patriota.  

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