Mulheres e o poder
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O Assunto é Política

Mulheres e o poder

Por Diniz Neto em 08/03/2019 - 10:05
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Muitas mulheres acompanham, todos os dias, ‘O Assunto é Política’. Parabenizo a todas elas pelo Dia da Mulher.

Acredito que a valorização da mulher é muito mais importante do que uma data, do que uma lembrança ou uma homenagem. Tem a ver com o próprio sentido da existência, com a parte mais relevante dos nossos valores, com nossos sonhos e objetivos de um mundo melhor para todos.

Há um interesse crescente das mulheres pela política. Mas não é fácil para elas virar esta página de exclusão do mundo político. A participação feminina cresceu um pouco nas últimas eleições, mas ainda é tímida, principalmente se considerarmos que elas são a maioria da população, a maioria de quem vota.

Depois de muitas legislaturas com várias mulheres, a Câmara de Maringá tem um mandato sem vereadora. Vale o registro da presença da suplente, professora Vilma, que assumiu a vaga do vereador Mario Verri, que se licenciou para a campanha a deputado estadual, em 2018.

PP e PPS, representados por Belino Bravin e Flavio Mantovani, tem uma mulher na suplência. Carmen Inocente inclusive já ocupou cadeira na Câmara, em mandato anterior, na mesma condição de suplente.

 

PRIMEIRA GOVERNADORA

Lembrei algo do Paraná que tem a ver com mulher e poder. Cida Borghetti foi a primeira mulher na história a assumir o cargo de governadora do Paraná. Ela é reconhecida no país pelas campanhas de prevenção e combate ao câncer de Mama, de saúde preventiva, de proteção das mulheres e pelo trabalho voltado à primeira infância.

 

Ela disse o seguinte, sobre esta relação das mulheres com a política: “A política abre a possibilidade para a mulher de se realizar através de lutas que valem a pena. Nós temos um olhar diferenciado sobre os problemas e desafios da sociedade, que vem se somar ao olhar dos homens. A participação da mulher na política é fundamental para a construção de políticas públicas mais justas e amplas".

 

SÓ HOMENAGENS

Ontem, na sessão da Câmara de Maringá, os vereadores fizeram homenagens a mulheres.

Com certeza as homenagens são merecidas, mas é muito do mesmo, do lugar comum, um retrato da mediocridade.

O que as mulheres precisam é de políticas públicas eficientes.

Alguém pode dizer que isto é difícil e complicado de fazer. Sem dúvida, é. Mas justamente para enfrentar problemas complexos e criar soluções é que os vereadores foram eleitos.

Fica a impressão da conversa inútil, algo parecido como a confissão da ineficiência.

As mulheres precisam e merecem mais do que flores e palavras bonitas.

 

VIOLÊNCIA

Infelizmente o 8 de março de 2019 acontece em meio ao crescimento dos casos de violência e até mesmo de aumento de vários tipos de crimes. O feminicídio é uma palavra nova, ouvida com frequência nos noticiários.

A violência contra a mulher demonstra como é mais longo do seu imagina a caminhada pelo respeito e valorização da mulher.

O Twitter publicou agora há pouco os seguintes dados. Levantamento feito pelo G1 com base em dados oficiais de todo o país revela que 4.254 mulheres foram vítimas de homicídios dolosos em 2018. Dentre estes casos, 1.135 são feminicídios – 8,4% a mais que em 2017. Outro levantamento, feito pela Folha, revela que 71% das mulheres vítimas de feminicídio em 2019 foram atacadas por parceiros ou ex-parceiros.

 

VERADORA ASSALTADA

A pequena participação da mulher na política não é uma característica só de Maringá.

Das 19 cadeiras da Câmara de Londrina apenas uma é ocupada por mulher, a fonoaudióloga Daniele Ziober. Ela foi eleita vereadora pelo PPS, foi expulsa do partido por ter votado o aumento do IPTU e hoje está filiada ao PP.

Ontem, após um evento especial pelo Dia da Mulher na Câmara de Londrina, ela foi assaltada.

Perdeu a bolsa, com documentos e celular. Passou por momentos delicados e correu risco de ser baleada, especialmente pela reação da sua filha, que a acompanhava.

 

PRÉ-CANDIDATAS À PREFEITURA

A lista de pré-candidatos a prefeito de Maringá é grande. Só identifiquei uma mulher, a presidente da REDE, Aline Casado.

Aline seria candidata a vereadora na eleição de 2016. Mas atendeu a um convite, na verdade uma convocação do partido, e foi candidato a vice-prefeita, na chapa que teve Flávio Vicente candidato a prefeito.

Mulheres pré-candidatas à Câmara e à Prefeitura podem encaminhar seus nomes e informações para ‘O Assunto é Política’.

 

NOVOS NOMES NA ADMINISTRAÇÃO DE MARINGÁ

O governo de Maringá tem novo secretário de Gestão, César Augusto Arnoni. Foi apresentado aos demais secretários na reunião de segunda-feira.

Ontem foi anunciada a nova secretária de Educação. Gisele Colombari substituirá Valkíria Trindade. Ela já fazia parte da equipe, como diretora. Graduada em Direito e especialista em Direito Empresarial, Gisele é mestre em Educação pela Universidade de Lisboa. Ela é filha de Adelaide Colombari, que foi chefe do Núcleo Regional de Educação no governo Requião.

Também foi anunciado o substituto do coordenador do Samu Regional, Maurício Lemos, que divulgou carta na manhã desta quinta-feira (7/3) comunicando seu pedido de demissão. Em seu lugar assume o médico Márcio Ronaldo Gonçalves e Silva.

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