Moradores da rua Mário Urbinati, na Zona 7, pedem socorro por causa do barulho
Luciana Peña/CBN Maringá

Poluição sonora

Moradores da rua Mário Urbinati, na Zona 7, pedem socorro por causa do barulho

Por Luciana Peña em 16/10/2019 - 14:20

Há dois anos eles mal conseguem dormir por causa do barulho provocado por jovens que passam as noites e madrugadas bebendo nas calçadas e no meio da rua. Os moradores fizeram vídeos e registraram até boletim de ocorrência na delegacia. 

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Rua Mário Urbinati. Uma das principais vias da Zona 7 em Maringá. Nesta região moram estudantes, professores e funcionários da UEM. E foi de um prédio desta rua que partiu o apelo de moradores cansados de tanto barulho.

"A nossa situação é desesperadora. É uma questão de saúde pública: sono! Principalmente de quinta a sábado, é infernal" 

O depoimento é do síndico de prédio Elemar Mai. Ele conta que nas noites e madrugada centenas de jovens se reúnem para beber nas calçadas e no meio da rua em frente ao prédio em que ele mora. Outros vizinhos também enfrentam o mesmo problema. Os jovens estão lá porque encontraram um ponto de venda de bebidas: uma loja de conveniência, que funciona até de madrugada. Elemar mostra o boletim de ocorrência registrado em setembro e diversas reclamações feitas na Guarda Municipal e na Polícia Militar.

"Nós já fizemos boletim de ocorrência, mas eles dizem que não podem fazer nada porque o consumo não é no estabelecimento"

Um vizinho de Elemar, o professor Fernando Weronka, diz que já tem gente pensando em mudar de prédio para bem longe da Mário Urbinati. Ele acabou adotando uma técnica para conseguir dormir.

"Eu deixo o som ligado com barulho de chuva, para mascarar o som que vem da rua. A gente já está há dois anos com este problema"


A aglomeração de jovens na rua causa outros problemas: degradação do ambiente com muros pichados, inclusive o do prédio do Elemar, que tinha sido pintado dias antes; e acidentes de trânsito. E por ironia, num desses acidentes, a vítima que tinha passado a noite bebendo foi atendida no Hospital Universitário pela mulher de Elemar que é enfermeira e que, claro, não tinha conseguido dormir na noite anterior.

"Ela já se deparou com um acidente aqui na rua de gente que estava perturbando o sossego e no dia seguinte ela como enfermeira teve que atender justamente esse jovem" 

O funcionário da loja de conveniência disse que a empresa tem todos os alvarás necessários e que só vende bebida para maiores de idade com apresentação de documento pessoal. Mas disse também que não há como evitar que um maior de idade compre a bebida e depois entregue a um adolescente.

A Secretaria de Segurança informou que está buscando uma solução juntamente com os donos de imobiliárias, Secretaria de Mobilidade Urbana e Secretaria de Meio Ambiente.

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