Médico da rede pública é flagrado com material cirúrgico reutilizado
Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução/internet

Hospital Municipal

Médico da rede pública é flagrado com material cirúrgico reutilizado

Por Carina Bernardino em 22/10/2019 - 10:26

O flagrante ocorreu no Hospital Municipal. A prefeitura fez queixa na delegacia contra o profissional

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Um urologista do Hospital Municipal de Maringá foi flagrado com material cirúrgico reutilizado. O flagrante foi realizado nessa segunda-feira (21) pela Vigilância Sanitária Estadual e a Promotoria de Saúde do Ministério Público do Paraná. Por nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Maringá condenou a prática constatada e disse que vai apurar as circunstâncias em que houve a reutilização do material, pois considera um crime contra a saúde pública. O caso envolve um prestador de serviço, ou seja, um médico terceirizado, que teve o  contrato rescindido.

Ainda de acordo com a nota, é rotina que o médico use instrumentos próprios em cirurgias, mas estes instrumentos devem ser descartados após o procedimento. O Hospital Municipal também informou que adota um controle dos protocolos em atendimento médico e que uma apuração interna já foi instaurada. Em nova nota divulgada na manhã desta terça-feira (22), a prefeitura informou que o procurador-geral do município, Adelino Inácio Gonçalves Neto, registrou um boletim de ocorrência contra o médico pela reutilização de materiais cirúrgicos, pois não se admite reuso mesmo depois da esterilização.

Por telefone, o MP informou que a investigação é sigilosa e que não dará informações sobre o assunto. A investigação ocorre por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A mesma informação foi repassada pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) do Paraná. A prefeitura de Maringá também não quis gravar entrevista.

A CBN tentou contato com o médico, mas não obteve retorno do recado deixado na clínica dele. Segundo a secretária, o médico está em cirurgia. O CRM (Conselho Regional de Medicina), informou que não irá se manifestar porque a atuação do Conselho é na esfera ética e não criminal. 

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