MDB faz evento em Astorga
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O Assunto é Política

MDB faz evento em Astorga

Por Diniz Neto em 20/09/2019 - 14:45
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20 de setembro, sexta-feira. Faltam 102 dias para o fim de 2019.

Dia do Rio Grande do Sul. Há 184 anos, no dia 20 de setembro de 1835, foi declarada a Revolução Farroupilha, com o objetivo de separar o Rio Grande do Sul do Brasil.
Ao longo do tempo e fora do estado, a data é lembrada como Dia do Gaúcho.
Hoje é feriado no Rio Grande do Sul, há desfiles e muitos eventos relacionados a esta data que se tornou a base de uma cultura.  

Meu pai, que aliás nasceu em 20 de setembro e faria hoje 95 anos, me levou a muitos desfiles farroupilhas. Os mais belos e inesquecíveis desfiles que assisti, em Porto Alegre.

Por falar nisso, o Movimento Tradicionalista Gaúcho, que deu origem ao primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o 35, foi criado por um grupo de jovens no dia 20 de setembro de 1947, mesmo ano da fundação de Maringá.

 

Na coluna de hoje:
- MDB FAZ EVENTO EM ASTORGA
- REGRAS ELEITORAIS
- A REALIDADE DOS NOSSOS RIOS
- VALORES
- DESASTRE SILENCIOSO

MDB FAZ EVENTO EM ASTORGA     
Neste sábado, 21 de setembro, o MDB realiza um evento em Astorga, a partir das 11 horas, no salão social da Loja Maçônica Filhos de Hiram, à rua Camilo Ramalho Mata, 266. O presidente do MDB de Astorga, Geovani Conti, receberá o presidente estadual do MDB, João Arruda, e o vice-presidente, Anibelli Neto, líder do partido na Assembleia Legislativa.
São esperados emedebistas da cidade e da região.

 

REGRAS ELEITORAIS
Se esperava algumas mudanças em regras eleitorais. No entanto, ao que parece, será mantida a proibição de coligações para chapas às Câmaras Municipais e também não entrou em pauta o voto distrital misto.
Seja qual for a alteração, ela precisa estar aprovada até o dia 3 de outubro.
Esta data abre o período de menos de um ano para as eleições municipais do ano que vem. Estamos a 15 dias dessa data tão importante.

A eleição de 2020 será no domingo 4 de outubro. Faltam 380 dias para a eleição.

 

A REALIDADE DOS NOSSOS RIOS     
Aconteceu ontem a reunião para Consulta Pública relacionada aos rios das bacias do Piraponema – rios Pirapó e Paranapanema.
Participaram cerca de 70 pessoas, representando os órgãos ambientais do Paraná, alguns prefeitos, universidades, doutores e doutorandos, organizações não governamentais que lutam pela preservação dos rios.
Recebi informações sobre a consulta do engenheiro Renato Dalla Costa, do Instituto das Águas, e de Maria Helena Biff, do Instituto Olhar Suficiente, uma das ambientalistas mais ativa na mobilização pela defesa dos rios.
As duas bacias têm 60 trechos em classe 4, a pior classificação.
Neste momento está sendo elaborado um plano para a sua preservação.
Enquanto isso, todos os dias, são despejados nos rios esgotos, efluentes industriais, resíduos de agrotóxicos etc. etc. etc. Milhões de litros de poluentes e venenos ano após ano. Essa é a água que bebemos, a água que nos mantém vivos.

Detalhes sobre essa consulta pública estão neste endereço, na internet: http://www.aguasparana.pr.gov.br/pagina-384.html

 

VALORES
A estimativa é de que a recuperação dos rios das bacias do Pirapó e do Paranapanema exigirão, no mínimo, R$ 2 bilhões.
Estimativas otimistas calculam que poderia se arrecadar cerca de R$ 300 milhões com licenças e outorgas. Ou seja, é cada vez mais necessário que o governo do Paraná comece a incluir nas leis orçamentárias recursos a altura do desafio de preservar os nossos rios.

 

DESASTRE SILENCIOSO
Enquanto não temos leis, nem normas, nem fiscalização, nem consciência ambiental, enquanto alguns poucos e raros abnegados nos órgãos ambientais, nas universidades e nas ongs tentam chamar a atenção para o desastre e a tragédia que está acontecendo nos nossos rios, todos os dias milhares e milhares de litros de esgoto, dejetos e venenos são despejados, impiedosamente, nos rios.
Uma condenação silenciosa à morte dos rios e depois, de seres vivos, incluindo quem? Os seres humanos, nós, que estamos permitindo o assassinato dos nossos rios todos os dias, sem fazer nada.
Na prática, não há consciência do desastre, porque ele é invisível. Aparece raramente, quando peixes aparecem mortos, quando há alguma imagem que dá notícia. Fora isso, a tragédia ambiental dos rios prossegue dia após dia...

Na consulta pública, a menina Giovana de Faria Sales, de oito anos, falou sobre os rios e terminou com a pergunta: Como serão os rios, a fauna e flora que os governantes e seus órgãos ambientais, representados na reunião, vão deixar para ela e as crianças em 2030?

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