João Arruda eleito presidente do MDB, no Paraná
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João Arruda eleito presidente do MDB, no Paraná

Por Diniz Neto em 17/12/2018 - 10:06
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JOÃO ARRUDA VAI PRESIDIR O MDB DO PARANÁ

Os emedebistas elegeram no sábado o novo diretório estadual do partido. João Arruda foi eleito presidente, sucedendo o seu tio, o senador Roberto Requião.

O objetivo agora é a reestruturação do MDB nos municípios, visando as eleições municipais.

O MDB quer ter candidatos na maioria das cidades do Paraná, especialmente nas maiores cidades.

A nova direção do MDB ficou assim constituída: João Arruda, presidente; deputado Anibelli Neto, 1º vice-presidente; Nereu Moura, 2º vice; Walter Parcianello, 3º vice; Requião Filho, secretário-geral; Isaías Decker “Zazá”, secretário-geral adjunto; Daniele de Mello e Silva, tesoureira; Paulo Furiatti, tesoureiro-adjunto. São vogais Roberto Requião, deputado Sérgio Souza, Junior Weiller, prefeito de Jesuítas, e Nelo Morlotti.

Da nossa região só Miguel Grillo está no diretório estadual do MDB, como suplente.

Os emedebistas da região, inclusive coordenadores da campanha do João Arruda, foram deixados de fora do diretório. Na minha opinião, uma desconsideração total. A nossa região foi a mais difícil para João Arruda, pois aqui era o domicílio eleitoral da governadora Cida Borghetti, em Maringá, e a cidade natal de Ratinho Junior, Jandaia do Sul.

Mesmo com essas dificuldades, a campanha foi realizada com dedicação, o que não foi reconhecido na formação do diretório do Paraná.

Sem dúvida será um complicador a mais para os planos do MDB na região.

CONTROLE DE REQUIÃO

O senador Roberto Requião passou o bastão para João Arruda, mas mantém um controle familiar e com amigos, na Executiva. Pelo que se percebeu, a montagem do diretório obedeceu a um critério fundamental: o apoio a Requião.

Na convenção, o senador defendeu o MDB seja oposição ao governo Bolsonaro. Para ele, “em 3 ou 4 meses, a população vai entender que, na prática, Bolsonaro e Temer são a mesma coisa”. Requião pediu ao MDB que não vacile e fique firme na crítica ao neoliberalismo, contra as privatizações, o arrocho aos trabalhadores e a redução das políticas sociais que o novo governo deve adotar.

Agora é aguardar, os próximos passos do partido, no Paraná.

CRÍTICAS À MÃO CHEIA

A Folha de São Paulo dedicou seu fim de semana críticas contundentes ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O jornal revelou como está sendo montado o governo. Os ministros foram indicados pelas bancadas temáticas do Congresso. Os contatos com os deputados e senadores estão sendo feitos junto às frentes parlamentares e aos deputados, de forma direta. Os partidos foram deixados de lado.

Segundo o jornal, foi criado um novo modelo de “toma lá, dá cá”.

Os dirigentes partidários, visivelmente contrariados, garantem que o modelo vai dar errado. Para eles é só uma questão de tempo. Nas primeiras votações deve se comprovar o erro nova estratégia. 

COMUNICAÇÃO COM CONFRONTO

A Câmara de Maringá protagonizou um fato inédito na sessão extraordinária de sexta-feira, ao colocar no telão uma reportagem de TV com críticas à Câmara.

De fato, algumas informações não eram exatas.

O que chama atenção é que o objetivo lógico, que seria o de informar à população toda a verdade, deu lugar a críticas à imprensa, de forma geral inclusive.

Quando alguém da imprensa comete um erro, coisa à qual os vereadores também sujeitos, porque não perfeitos – ninguém é – basta solicitar espaço para explicar. Com certeza os veículos concederão. A resposta não precisa ser uma agressão, basta que esclareça os fatos.

O confronto não ajuda a Câmara, nem a imprensa e nem a população. O conflito ganha mais espaço do que a informação correta.

Maringá deveria voltar a ser conciliadora e unida em torno de objetivos comuns, de projetos, realizações, serviços, obras e desenvolvimento.

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