Mais de 50% dos servidores do Hospital Municipal de Maringá estão afastados
Profissionais da saúde estão no limite (imagem ilustrativa/foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Pandemia

Mais de 50% dos servidores do Hospital Municipal de Maringá estão afastados

Saúde por Fabio Guillen/GMC Online em 02/12/2020 - 16:24

A reportagem foi atualizada às 15h38 para a alteração da informação de que os mais de 50% dos servidores afastados são do Hospital Municipal e não de toda a administração.

Mais de 50% dos servidores do Hospital Municipal de Maringá estão de atestado, segundo informação confirmada pela diretora do hospital, Caroline Miguel de Abreu, nesta quarta-feira (2). A maioria dos afastamentos é por causa do esgotamento profissional, provocado pelo estresse e sobrecarga que a pandemia trouxe à todos os profissionais da saúde do Brasil. 

Ainda segundo Caroline, a administração tem tomado várias medidas para ajudar os profissionais da saúde neste momento difícil. Uma delas, segundo a diretora, é a criação de escalas diferenciadas. Outra medida são os chamamentos de profissionais da área da saúde para compor o quadro de colaboradores e melhorar as escalas de trabalho. 

“Nós estamos passando por um período bastante conflituoso e agora o problema está sendo em relação aos profissionais da saúde que estão além da sobrecarga psicológica uma sobrecarga física. Isso vem gerando uma série de afastamentos, atestados e que de fato era esperado, mas hoje o Brasil vive um momento muito complicado. Então não é só sobre falta de leitos, sobre taxa de ocupação apenas, sobre equipamentos, materiais, que por tantos momentos nos preocupou. Hoje a preocupação é de recursos humanos. As pessoas adoecem. Há um estresse, há uma carga psicológica muito grande. Nossa taxa de atestado e absenteísmo já está ultrapassando os 50% mesmo com todos os cuidados, mesmo com escalas diferenciadas, mesmo com tudo o que a gente tem feito”, explicou Caroline Miguel de Abreu. 

A diretora do Hospital Municipal não tem o número exato de servidores afastados no momento, mas explicou que várias frentes estão sendo trabalhadas para que a população não sinta esse desgaste dos profissionais. Os editais de chamamento de profissionais da saúde é uma das medidas, segundo Caroline. 

Nesta semana, a Prefeitura de Maringá abriu um edital de credenciamento para médicos e técnicos de enfermagem interessados em trabalhar no enfrentamento da pandemia. Segundo a diretora do Hospital Municipal, serão abertas vagas para os concursados também

“É importante entender que várias serão as frentes pra gente suprir essa demanda de recursos humanos. O credenciamento é uma delas. Nós temos também o concurso que serão alguns profissionais chamados e temos também estratégias que junto a Secretaria de Saúde e a Prefeitura de Maringá nós tomaremos em conjunto para a melhora da população, da assistência e dos nossos profissionais”, disse Caroline. 

A reportagem procurou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR) para comentar o assunto. A presidente do sindicato disse que vai se pronunciar em breve. 

 

Prefeitura procura por técnicos de enfermagem e médicos 

A Prefeitura de Maringá abriu nesta quarta-feira (2), um edital de credenciamento para médicos e técnicos de enfermagem interessados em trabalhar na rede municipal de saúde e atuar no enfrentamento da pandemia. 

Os profissionais devem levar documentação em envelope lacrado na Diretoria de Licitações (localizado no 2º andar do Paço Municipal – Av. XV de Novembro, 701). Para técnicos de enfermagem o prazo é até às 16 horas do dia 4 de dezembro e médicos até 18 de dezembro.

Os técnicos de enfermagem serão contratados para o prazo de seis meses, podendo ser prorrogado por mais três meses. A prefeitura vai pagar R$11,45 pela hora de plantão. Clique aqui e veja o edital completo. 

Já os médicos serão contratados para 12 meses e o Município vai pagar R$ 100,62 por hora de plantão presencial e R$ 33,54 por hora de sobreaviso. Clique aqui e veja o edital de chamamento de médicos.

 

CRM-PR e Coren-PR emitem alerta máximo: ‘profissionais estão no limite’

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM -PR) e o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR) emitiram um alerta máximo por meio de nota enfatizando a situação operacional do sistema de saúde.

Os comunicados mencionam que, em razão do aumento expressivo do número de casos de covid-19, os profissionais da área estão nos limites físico e emocional. Os conselhos pedem o apoio da sociedade no cumprimento das medidas preventivas para o combate ao avanço da doença. Clique aqui e leia os dois comunicados.

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