O ano legislativo em Sarandi começou com pautas polêmicas.
De uma só vez, entraram em pauta na primeira sessão ordinária do ano, cinco matérias que aumentam gastos.
Uma proposta de emenda à Lei Orgânica que criou mais três cadeiras na Câmara Municipal de Sarandi e institui o 13º salário e férias.
Também foi votado um projeto que restituiu as diárias para servidores e parlamentares.
E três projetos que aumentaram salários de vereadores, prefeito, vice e secretários municipais, para a legislatura de 2029 a 2032.
A vereadora Thayná Menegazze (PL) votou contra todos os projetos.
Foi a única de dez parlamentares que não concordou com nenhuma das matérias.
O pagamento de 13º salário e férias a vereadores é constitucional, segundo entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas não é automático. Ele só pode ocorrer se houver previsão na Lei Orgânica do município.
A vereadora diz que votou contra os benefícios de 13º e férias porque acredita que legislar é uma atividade política, mas não uma profissão. [ouça o áudio]
Em relação às diárias, a vereadora apresentou uma emenda, autorizando o pagamento de diárias para servidores do Legislativo, mas não para vereadores.
A emenda não foi aprovada. [ouça o áudio]
A estimativa é que o pacote de benefícios aprovado, mais o aumento de cadeiras, representem um gasto extra de R$ 1,5 milhão por ano.