UEM tem estrutura para armazenar vacinas da Pfizer, diz secretário
Diferentemente das outras vacinas em uso no país, os imunizantes da Pfizer precisam ficar armazenados em ultracongeladores. Segundo o secretário de Saúde, a UEM tem equipamentos que podem manter as doses na temperatura correta.
O Brasil recebeu o primeiro lote das vacinas da Pfizer, nessa quinta-feira (29). Um milhão de doses. A vacina norte-americana da farmacêutica Pfizer é produzida em parceria com a com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. A remessa deve chegar ao Paraná entre esta sexta-feira (30) e sábado (1º).
A logística de armazenamento dessa vacina é diferente das outras que o Ministério da Saúde tem distribuído, CoronaVac e Astrazeneca.
A vacina Pfizer precisa ficar armazenada a uma temperatura -70°C, o que demanda freezers específicos, de ultrabaixa temperatura. Por isso, nesse primeiro momento, a orientação do Ministério da Saúde é que as vacinas se concentrem nas capitais.
Mas o secretário municipal de Saúde, Marcelo Puzzi, disse em entrevista à repórter Luciana Peña que a Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem condições de fazer o armazenamento correto dessa vacina e que o município já pleiteou com o estado para que Maringá também vacine com a Pfizer. [ouça o áudio acima]
Segundo o Governo do Estado, o Paraná tem sete freezers com essa capacidade disponíveis, que podem armazenar as vacinas por até seis meses. Esses congeladores são da rede Hemepar, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná. Ainda segundo o estado, outros dois congeladores com capacidade de armazenamento a -20°C também já estão disponíveis, onde as doses podem ficar por até duas semanas.
Para completar o esquema de vacinação com o imunizante da Pfizer, também são necessárias duas doses. O intervalo é de 21 dias. O Ministério da Saúde tem um contrato de compra de 100 milhões de doses da Pfizer.
Com a colaboração de Luciana Peña
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