Spray nasal contra a covid-19 chegará ao Brasil por meio da Belcher Farmacêutica, de Maringá
O Taffix, spray nasal que combate a covid-19, será importado e distribuído no Brasil com exclusividade pela Belcher Farmacêutica, de Maringá

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Spray nasal contra a covid-19 chegará ao Brasil por meio da Belcher Farmacêutica, de Maringá

Conteúdo de marca por Portal GMC Online em 07/01/2022 - 18:38

Um spray nasal contra a covid-19 poderá ser encontrado em breve nas farmácias de todo o Brasil. A Belcher Farmacêutica, de Maringá teve pedido autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação e distribuição do Taffix, que reduz a infecção por coronavírus. O spray é fabricado pela biofarmacêutica israelense Nasus Pharma. Inicialmente, a distribuição será feita pela Belcher com exclusividade.

Segundo o diretor-presidente da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori, está comprovado cientificamente que o Taffix bloqueia 97% dos vírus transportados pelo ar. O produto é apresentado em pó, que se transforma em uma camada ultrafina de gel protetora na cavidade nasal. Essa camada protetora atua em 50 segundos e oferece proteção por cinco horas.

O mecanismo de duplo efeito do Taffix, composto por proteção mecânica e química, evita que os vírus entrem nas células nasais, reduzindo significativamente o risco de infecção por vírus frequentemente encontrados e transportados pelo ar, incluindo o SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

O diretor-presidente destaca que se trata de um spray inovador e extremamente eficaz, que age de maneira simples, reduzindo o ph natural do nariz de 6,5 para 3,5, criando um ambiente em que todos os vírus não conseguem sobreviver.

“A eficácia é justificada pela união dos dois fatores, ou seja, é um produto em gel, que, ao contrário de uma solução líquida, que evapora em alguns minutos, dura cinco horas, e tem ainda a alta capacidade de criar um ambiente que elimina os vírus”.

Estudos comprovaram a eficácia

O mecanismo de proteção do produto foi comprovado em inúmeros estudos de laboratório. Mais de 500 voluntários não vacinados foram acompanhados por seis semanas em um estudo duplo-cego (quando nem os voluntários nem os pesquisadores sabem o que está sendo administrado para cada voluntário). Ao todo, 260 receberam o tratamento e 257 receberam o placebo. No grupo placebo, houve 67 queixas de sintomas como coriza, falta de ar, tosse e dificuldades respiratórias, contra 38 do grupo de tratamento.

“Estudos realizados pela fabricante mostraram que o produto reduziu a taxa de contaminação por covid-19. Houve uma significativa redução estatística dos sintomas de resfriado comum e infecção respiratória superior, havendo eficácia no bloqueio da covid”, diz Catori.

Uso

Poderá ser utilizado por qualquer pessoa, sendo necessária a recomendação médica para menores de 12 anos e gestantes. A recomendação é de que seja utilizado minutos antes de entrar em espaços públicos, como trabalho, transporte, escolas, bares, restaurantes e qualquer outro lugar em que haja risco de infecção.

Trajetória

De uma união marcada pela amizade e confiança, nasceu a Belcher Farmacêutica do Brasil há dez anos, com sede em Maringá (PR). Foi na cidade de Tampa, na Flórida, que Catori, conheceu Mihine Taneja, proprietário da empresa nos Estados Unidos, há cinco décadas, e quem propôs a parceria.

 Segundo Catori, o início foi desafiador, visto que precisou abrir mão de uma vida consolidada nos Estados Unidos para começar um negócio do zero no Brasil. Foi preciso enfrentar barreiras como a burocracia, o que fez com a empresa começasse a atuar, de fato, em 2013. “Gosto de desafios e assim encarei esse projeto. Montar equipe, desenvolver processos, criar plano de ação e estudar o mercado são tarefas que exigem bastante de qualquer empreendedor. Mas no ramo farmacêutico, as dificuldades vão além. Dependemos de muitos documentos e licenças junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). É uma burocracia muito grande e que demanda muito tempo. Mas valeu a pena. Atendemos aos requisitos, nos estruturamos e chegamos fortes ao mercado”, afirma.

A Belcher é especializada no desenvolvimento e fabricação de produtos com receita médica. A empresa desenvolve, fabrica e distribui medicamentos genéricos, antibióticos beta-lactama e cefalosporina e substâncias controladas. A empresa está presente em grandes mercados, como a Índia, um grande produtor de medicamentos e de IFA (insumo farmacêutico ativo), e os Estados Unidos, maior consumidor de medicamentos do mundo. Lá, o carro-chefe é o Tacrolimus, medicamento imunossupressor para transplantado – hoje a empresa é líder no mercado norte-americano na venda desse tipo de genérico.

Catori destaca que, no Brasil, a empresa começou a atuar com suplementos alimentares. Por esse trabalho pioneiro, em 2014, 2015 e 2016, a companhia chegou a ser o maior e-commerce do Sul do Brasil. ‘Isso é super satisfatório para uma empresa que, na prática, havia acabado de se instalar em território brasileiro”, diz. Atualmente, há forte presença no mercado interno, tanto com medicamentos como com produtos para a saúde.

Pandemia

Com disseminação do novo coronavírus, a Belcher atuou na linha de frente de um dos maiores desafios de saúde pública já enfrentados no mundo. Os funcionários da planta em Maringá (PR) trabalharam de forma concentrada para enviar para todo o Brasil os produtos criados pela pandemia, como máscaras descartáveis, aventais, termômetros, oxímetros e outros equipamentos de proteção.

No início da pandemia, em novembro de 2019, a empresa nos Estados Unidos já notava falta no mercado de toda linha de EPIs para hospitais, principalmente luvas e máscaras. O plano era enviar para lá materiais comprados no Brasil, mas para evitar a falta do EPIs no Brasil, as vendas foram feitas no mercado interno. “Como já temos um grande relacionamento com hospitais e distribuidores, vendemos tudo em algumas semanas. Com essa experiência, meu sócio, questionou: ‘por que não começar a fabricar no Brasil?’. Foi assim que se iniciou nossa trajetória na linha de EPIs durante a pandemia do novo coronavírus”, detalha Catori.

A Belcher já possuía a AFE [autorização de funcionamento], uma permissão da Anvisa para que uma empresa esteja apta a desenvolver atividades com medicamentos ou insumos farmacêuticos, caso dos EPIs. Comprou equipamentos e começou a linha de produção de máscaras, propés, toucas e aventais. Além disso, importou oxímetros e de termômetros. O negócio deu certo e se transformou em um departamento dentro da empresa, representando uma fatia expressiva do faturamento.

Diretor-presidente da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori Foto: João Cláudio Fragoso
Diretor-presidente da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori Foto: João Cláudio Fragoso

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