Secretário de Educação diz que prova para PSS garante melhor educação aos alunos
Foto: Gilson Abreu/ANPr/Arquivo

Educação

Secretário de Educação diz que prova para PSS garante melhor educação aos alunos

Educação por Luciana Peña em 18/11/2020 - 11:11

A nova regra adotada pela Secretaria de Educação do Paraná para a seleção de professores temporários causou protestos. Professores indígenas invadiram a sede da secretaria em Curitiba e sindicalistas acamparam no centro cívico. Eles querem a revogação do edital do do PSS, o Processo Seletivo Simplificado.

O edital para o PSS, Processo Seletivo Simplificado, que vai contratar professores para as escolas da rede estadual de ensino, foi lançado na semana passada.

Um dia depois já havia 4 mil inscritos. Quase o mesmo número de vagas para 2021. As inscrições vão até dia 23 deste mês.

A novidade este ano é a inclusão de uma prova de conhecimento específico, que irá se somar à prova de títulos e ao tempo de serviço como critério de seleção.  

O secretário de Educação Renato Feder explicou por que a Seed decidiu adotar a prova este ano. [ouça no áudio acima]

Mas a prova tem sido motivo de protestos. Na tarde dessa terça-feira, um grupo de professores indígenas ocupou o prédio da Secretaria Estadual de Educação. O secretário diz o governo está dialogando com o grupo. [ouça no áudio acima]

E professores ligados à APP, Sindicato que representa a categoria, estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu. Eles esperam uma resposta do Chefe da Casa Civil Guto Silva prometida para esta quarta-feira sobre o assunto. A categoria pede a revogação do PSS e a abertura de concurso público. Segundo a APP, 20 mil professores do Estado têm contratos temporários e o governo não abre concurso desde 2005.

Após reunião, na manhã desta quarta-feira (18), a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e as lideranças de comunidades indígenas do Paraná entraram em acordo sobre a prova do Processo Seletivo Simplificado.

Os professores indígenas pediam a retirada da prova do edital do PSS e a Seed entendeu que isso era o melhor a fazer porque os professores que dão aula nas 39 escolas indígenas do Paraná precisam de autorização do cacique, ou seja, a prova não teria efeito algum.