Relatório da CPI da Saúde será apresentado nessa quinta (27)

26/08/2020 / Atualizado em 25/10/2025 Por Victor Simião
Relatório da CPI da Saúde será apresentado nessa quinta (27)

O documento será lido durante a sessão ordinária. O presidente da comissão disse ter esperado receber informações de vereadores que não participaram do grupo, mas não houve nenhum envio de dados.

O presidente da CPI da Saúde, vereador Flávio Mantovani (Rede), definiu para a manhã desta quinta-feira (27) a entrega e a leitura do relatório final dos trabalhos. Após 90 dias, o documento será apresentado durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Ao longo de três meses, cinco parlamentares investigaram os gastos da secretaria de Saúde de Maringá.

A ideia inicial era a de fazer a leitura na terça à tarde. O prazo foi prorrogado para que todos os membros lessem o documento feito pelo relator Sidnei Telles (Avante). Outro motivo, segundo Mantovani, foi para que vereadores que não estavam na comissão pudessem apontar problemas na Saúde, se fosse o caso. O que não aconteceu, afirmou ele à CBN nesta quarta-feira (26).

A comissão parlamentar de inquérito foi criada após o secretário municipal de Saúde, Jair Biatto, ter tido que o município pagava até três vezes mais na compra de produtos. Ele se explicou depois, inclusive para a própria comissão, dizendo ter sido um mal-entendido.

Cinco pessoas foram ouvidas e documentos, avaliados. A CBN não teve acesso ao relatório, mas apurou que o foco do texto estará na afirmação do secretário. A CPI pede alguma medida por parte da Prefeitura de Maringá.

A comissão apontou gastos com horas extras e encontrou ao menos duas compras de remédios com valores acima da média.

O relatório final pode apresentar culpados ou não, e deve ser aprovado pela comissão em um primeiro momento. Conforme apurou a CBN, todos os membros da CPI estão de acordo. Depois, deve passar pelo plenário da Câmara de Maringá, o que ocorre na manhã desta quinta.

O regimento interno permite que um relatório paralelo seja feito em caso de discordância quanto ao conteúdo do relatório da CPI. O presidente da comissão descartou essa possibilidade.

O Ministério Público também acompanha a situação.

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