Racismo em Maringá: Vítima relata discriminação em feira

13/04/2026 / Atualizado em 13/04/2026 Por Brenda Caramaschi
Racismo em Maringá: Vítima relata discriminação em feira

Um caso de discriminação racial em Maringá gerou forte indignação após o relato de Michael Douglas Macedo, que foi vítima de preconceito enquanto trabalhava em um espaço de piquenique em uma feira da cidade. Michael descreveu que uma cliente se recusou a ser atendida por ele devido à sua cor de pele, exigindo um atendente branco, e posteriormente agiu de forma semelhante com outro colega negro, recusando-se a receber o pedido de suas mãos e jogando o dinheiro no caixa para evitar contato.

O episódio, que Michael destaca ser uma realidade frequente e dolorosa para pessoas negras, contou com o apoio imediato dos proprietários do estabelecimento, que confrontaram a cliente e buscaram auxílio jurídico para amparar os colaboradores e conscientizar o público sobre a gravidade do ato.

Do ponto de vista legal, a advogada Alana Gazoli esclarece que situações como a recusa de atendimento por motivação racial caracterizam o crime de racismo, uma vez que envolvem discriminação e restrição de direitos que atingem a coletividade. Ela ressalta que, desde 2023, a injúria racial foi equiparada ao racismo, tornando ambos os crimes imprescritíveis, inafiançáveis e sujeitos a penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. A advogada enfatiza que as empresas possuem um papel social crucial no acolhimento das vítimas, devendo oferecer respaldo jurídico e psicológico, além de agir com agilidade na coleta de provas, identificação de testemunhas e acionamento das autoridades policiais para garantir que o crime não fique impune.

Foto: Eduardo Domingos/CBN Maringá