Procura por oxigênio dispara em Maringá

11/03/2021 / Atualizado em 24/10/2025 Por Luciana Peña
Procura por oxigênio dispara em Maringá

As empresas especializadas registraram um aumento de até 80% nas ligações pedindo informação. O produto, no entanto, só é vendido para hospitais e prefeituras, ou em algumas situações por indicação médica. A procura por oxímetro também aumentou. Mas neste caso, o aparelho que custa em torno de 180 reais, é recomendado pelos médicos.

Maringá tem pelo menos três empresas especializadas na venda de oxigênio hospitalar. E há outras especializadas na venda de produtos hospitalares.

Estas empresas estão recebendo uma enxurrada de telefonemas de pessoas querendo comprar cilindros de oxigênio para ter em casa.

É o medo em função da pandemia. Como são empresas que atendem um público segmentado, as ligações partem de pessoas que encontram o número de telefone na internet.

A dona de casa Sirlene da Silva Leite não para de receber ligações. O telefone dela aparece nos sites de busca como sendo de uma empresa que vende oxigênio. [ouça o áudio acima]

Numa empresa, esta sim, especializada em oxigênio hospitalar a procura aumentou 80%. Ninguém dá entrevista, mas a funcionária disse que o oxigênio só é vendido com recomendação médica. Os clientes, na maior parte, são hospitais e prefeituras. E a empresa mal está dando conta de atender a demanda dos antigos clientes, quanto mais de novos.

O farmacêutico Gilson Charal trabalha numa revendedora de produtos hospitalares. A empresa não vende oxigênio, mas a procura também é grande. Todo dia alguém liga. [ouça o áudio acima]

A revendedora também registrou aumento de procura por oxímetro, um aparelho que se pode ter em casa para monitorar a saturação do oxigênio no sangue. [ouça o áudio acima]

Nas farmácias, a procura por oxímetro também disparou. O farmacêutico Marcos Gaspari, diz que a farmácia onde ele trabalha precisou adquirir um estoque desses aparelhos. [ouça o áudio acima]

A reportagem encontrou oxímetros vendidos a 179 e 189 reais. Antes do agravamento da pandemia eles custavam em média 160 reais.

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