Prevenção
Por que o Paraná é uma região propícia à formação de tornados?
O tornado que atingiu Maringá na última segunda-feira (2) deixou um rastro de destruição e levantou dúvidas sobre a possibilidade de novos episódios na região. Mas o fenômeno não é tão raro quanto muita gente imagina. O Sul do Brasil reúne condições favoráveis à formação de tornados, e especialistas defendem que as cidades precisam estar mais preparadas para enfrentar eventos desse tipo.
A passagem do tornado por Maringá levantou uma questão importante: como esses fenômenos são identificados e classificados? A velocidade dos ventos, por exemplo, nem sempre é medida diretamente. Na maioria das vezes, a avaliação é feita a partir dos estragos provocados pelo fenômeno.
A geógrafa Karen Minete Hornes, professora do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa e coordenadora do Observatório de Tornados, explica que a escala Fujita original foi substituída por uma versão aprimorada, que considera também os materiais e as características das construções atingidas. [ouça o áudio]
E quando o assunto é a formação desses fenômenos, o Paraná está em uma região que merece atenção. O encontro de massas de ar e sistemas meteorológicos diferentes cria condições para o desenvolvimento de tempestades intensas. [ouça o áudio]
Apesar de os registros terem ganhado mais visibilidade nos últimos anos, a ocorrência de tornados no Paraná não é novidade. Karen relembra alguns episódios históricos. [ouça o áudio]
A especialista avalia, porém, que ainda existe uma subnotificação importante, principalmente nas áreas rurais. Muitas ocorrências acabam não chegando aos registros oficiais. [ouça o áudio]
Para Karen, os estragos registrados em Maringá também precisam servir de alerta para a forma como as cidades planejam as construções e se preparam para situações de emergência.
Ela lembra que galpões e ginásios, por exemplo, podem oferecer uma falsa sensação de segurança durante uma tempestade severa. [ouça o áudio]